A Operação Ágata Tamandataí segue intensificando o combate aos ilícitos transfronteiriços na região Sul do Brasil. Em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (29), em Foz do Iguaçu (PR), o Comando Conjunto Tamandataí apresentou o balanço parcial da Operação Ágata Tamandataí Arco Sul-Sudeste 2026, destacando os resultados obtidos nas ações desenvolvidas ao longo das fronteiras dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
A Operação Ágata Tamandataí reúne militares das Forças Armadas e representantes de diversos órgãos de segurança pública em uma atuação integrada voltada ao enfrentamento de crimes transfronteiriços, como tráfico de drogas, contrabando, descaminho e demais atividades ilícitas que afetam a segurança da faixa de fronteira. A iniciativa reafirma o compromisso do Estado brasileiro com a defesa da soberania nacional, o fortalecimento da presença institucional em áreas estratégicas e a proteção das fronteiras terrestres e fluviais do País.
Ações desenvolvidas por equipes empregadas em terra
As ações da Operação Ágata Tamandataí mobilizam equipes empregadas em terra, no mar e no ar, utilizando meios militares e tecnológicos para ampliar a fiscalização e o monitoramento das regiões de fronteira. Até o momento, as operações já resultaram em apreensões que representam um prejuízo estimado de R$ 30.447.995,18 ao crime organizado, demonstrando a efetividade da atuação conjunta entre os órgãos participantes.
Entre os materiais apreendidos estão grandes quantidades de entorpecentes, veículos utilizados em atividades criminosas, equipamentos eletrônicos, cigarros eletrônicos e diversos outros produtos de origem ilícita. Os resultados refletem o trabalho coordenado entre as Forças Armadas e as instituições de segurança pública, reforçando a importância da Operação Ágata Tamandataí no combate aos crimes transfronteiriços e na preservação da segurança das fronteiras brasileiras.
De acordo com os dados auditados até 26 de julho de 2026, foram retirados de circulação 5.912,33 kg de maconha, 16 kg de cocaína, 18,8 kg de haxixe e 3,6 kg de skank, totalizando mais de seis toneladas de drogas apreendidas. Além disso, foram apreendidos meios de transporte avaliados em R$ 829 mil, equipamentos eletrônicos no valor de R$ 632.533,00, cigarros eletrônicos estimados em R$ 51.520,00 e outros itens avaliados em R$ 1.091.184,00, evidenciando o impacto direto da operação sobre a logística e o financiamento das organizações criminosas.

Operação Ágata Arco Sul-Sudeste 2026
A Operação Ágata Arco Sul-Sudeste 2026 abrange toda a faixa de fronteira dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, incluindo também as vias fluviais e o litoral da região Sul-Sudeste. Para o cumprimento da missão são empregados meios de patrulhamento terrestre, naval e aéreo, além da instalação de bloqueios e postos de controle em eixos rodoviários estratégicos.
A atuação ocorre de forma integrada entre as Forças Armadas e diversos órgãos de segurança pública e fiscalização, entre eles a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícias Militares do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, Receita Federal, ICMBio e IBAMA, ampliando a capacidade de vigilância e repressão aos crimes transfronteiriços e ambientais.

A operação é conduzida de forma coordenada pela Marinha do Brasil, Exército Brasileiro e Força Aérea Brasileira, em conjunto com os órgãos de segurança pública e fiscalização. Essa integração fortalece o caráter interagências da missão e amplia a capacidade operacional do Estado brasileiro na proteção das fronteiras, intensificando as ações de vigilância, fiscalização e combate aos ilícitos.
A Operação Ágata Tamandataí integra a Operação Ágata, coordenada pelo Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA) no âmbito do Programa de Proteção Integrada de Fronteiras (PPIF), cuja finalidade é fortalecer a presença do Estado nas regiões de fronteira e aumentar a eficiência das ações de prevenção e repressão aos crimes transfronteiriços e ambientais.
Histórico da Operação Ágata
Criada em 2011, a Operação Ágata é considerada a principal ação de proteção das fronteiras brasileiras conduzida pelas Forças Armadas. Inicialmente coordenada pelo Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas no âmbito do Plano Estratégico de Fronteiras (PEF), instituído pelo Decreto nº 7.496/2011, a iniciativa passou posteriormente a integrar o Programa de Proteção Integrada de Fronteiras (PPIF), estabelecido pelo Decreto nº 8.903/2016.
Seu objetivo permanente é fortalecer a presença do Estado brasileiro ao longo da faixa de fronteira, que compreende atualmente mais de 2,5 milhões de quilômetros quadrados de área terrestre e cerca de 4,5 milhões de quilômetros quadrados de plataforma marítima.

Para isso, a operação intensifica ações de prevenção, controle, fiscalização e repressão aos ilícitos transfronteiriços e ambientais, sempre em cooperação com órgãos de segurança pública e agências governamentais das esferas federal, estadual e municipal.
Desde sua primeira edição
Desde sua primeira edição, a Operação Ágata já realizou mais de vinte operações em diferentes regiões do país, incluindo Amazônia, Sul, Oeste e Norte.
Ao longo desses anos, acumulou resultados expressivos na apreensão de drogas, armas, munições, embarcações e valores, além de desenvolver importantes ações cívico-sociais, levando atendimento médico, odontológico e distribuição de medicamentos para centenas de milhares de moradores de comunidades de difícil acesso.
Nome Tamandataí
O nome Tamandataí, adotado pelo Comando Conjunto responsável pela edição Sul-Sudeste 2026, homenageia o Vapor Tamandathay, embarcação que integrou a Marinha do Império entre 1858 e 1883. O navio atuou no reforço da presença brasileira nas fronteiras fluviais do oeste do Império, inclusive durante a Guerra do Paraguai, simbolizando a continuidade histórica da missão das Forças Armadas na proteção das fronteiras nacionais.
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Militares das três Forças atuaram em conjunto
Nesta edição, militares das três Forças atuam em conjunto com a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícias Militares estaduais, Receita Federal, ICMBio e IBAMA em uma ampla operação voltada para a defesa da soberania nacional e o enfrentamento ao crime organizado.

Créditos
Fonte: Ministério da Defesa
Texto: Jhonanta Marcelino – Editor-chefe do Zona de Manobra, com informações da Nota Oficial à Imprensa do Comando Conjunto Tamandataí.


Parabéns a todos os envolvidos!