O engenheiro da Secretaria Naval de Segurança Nuclear e Qualidade (SecNSNQ), D.Sc. Luiz Sica, participou de um treinamento internacional da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) voltado à proteção de sistemas computacionais em regimes de segurança nuclear. A capacitação foi realizada entre 31 de agosto e 11 de setembro de 2026, em Idaho Falls, nos Estados Unidos.
Representando a SecNSNQ, o engenheiro da Marinha Luiz Sica participou de atividades que reuniram aspectos estratégicos, regulatórios e técnicos de segurança cibernética, com atenção especial à proteção de sistemas digitais, tecnologias operacionais e sistemas de Instrumentação e Controle (I&C) empregados no contexto da segurança nuclear.
Engenheiro da Marinha participa de capacitação internacional da AIEA
Durante as duas semanas de treinamento, foram abordados temas relacionados à análise de ameaças, ciclo de ataque, proteção física, informações sensíveis, ameaça interna, programas de segurança computacional e gestão de riscos.
A programação combinou apresentações técnicas, demonstrações, estudos de caso, exercícios em grupo e atividades práticas.
A participação do engenheiro da SecNSNQ também proporcionou contato com especialistas internacionais e com metodologias utilizadas na proteção de sistemas digitais relacionados à segurança nuclear.
Cibersegurança e sistemas de Instrumentação e Controle
Entre os conteúdos técnicos trabalhados no treinamento estiveram a investigação e a proteção de sistemas de Instrumentação e Controle (I&C), além de conceitos relacionados à arquitetura defensiva de segurança computacional.
Também foram realizadas atividades envolvendo a definição de níveis e zonas de segurança, captura e análise de tráfego de rede e monitoramento de ataques.
Outro tema abordado foi a identificação de ativos digitais sensíveis, incluindo sua descoberta e caracterização em ambientes de Instrumentação e Controle.
A capacitação também tratou da gestão técnica de vulnerabilidades em aplicações, sistemas operacionais, arquiteturas e redes, além de procedimentos relacionados à detecção, análise e resposta a incidentes de segurança computacional.
Engenheiro da Marinha participou de visita técnica a reator nos Estados Unidos
Um dos destaques da programação foi a visita técnica ao Advanced Test Reactor (ATR), ou Reator de Testes Avançado, localizado em Idaho Falls.
A atividade incluiu o topo do reator, a piscina de combustível irradiado e um simulador de sala de controle. Segundo a SecNSNQ, a visita permitiu relacionar os conceitos apresentados durante o treinamento com sistemas, equipamentos e funções existentes em uma instalação nuclear.
A programação também utilizou como referências publicações da IAEA Nuclear Security Series, normas internacionais e boas práticas relacionadas à segurança computacional em ambientes de Tecnologia da Informação (TI), Tecnologia Operacional (TO) e Instrumentação e Controle.
Atuação da SecNSNQ no setor nuclear naval
A participação do engenheiro da Marinha Luiz Sica ocorreu representando a Secretaria Naval de Segurança Nuclear e Qualidade, órgão da Marinha relacionado à atuação regulatória no setor nuclear naval brasileiro.
De acordo com a própria SecNSNQ, a atividade proporcionou intercâmbio com especialistas e contato direto com metodologias e abordagens aplicadas à proteção de sistemas digitais no setor nuclear, em temas de interesse para a atuação regulatória da Secretaria.
A capacitação em Idaho Falls também se insere no contexto de participação da SecNSNQ em iniciativas internacionais relacionadas à segurança cibernética nuclear.
A própria Secretaria já havia registrado, em maio de 2026, a participação de Luiz Sica na CyberCon26, conferência da AIEA dedicada à segurança computacional no mundo nuclear. Na ocasião, o engenheiro apresentou trabalho técnico sobre requisitos e práticas de segurança cibernética aplicáveis ao uso de inteligência artificial em usinas nucleares.

Segurança cibernética ganha importância nos sistemas nucleares
A capacitação realizada pela AIEA concentrou-se na proteção de sistemas computacionais inseridos em ambientes relacionados à segurança nuclear.
Ao longo do treinamento, foram trabalhados aspectos que envolvem desde a identificação de ameaças e vulnerabilidades até a proteção de ativos digitais, monitoramento de redes e resposta a incidentes.
Para a SecNSNQ, a participação em iniciativas desse tipo contribui para o intercâmbio técnico internacional e para o acompanhamento de metodologias aplicadas à proteção de sistemas digitais no setor nuclear.
Fonte: Marinha do Brasil – Secretaria Naval de Segurança Nuclear e Qualidade (SecNSNQ).
Leia também
Créditos
Texto e adaptação: Jhonanta Marcelino – Zona de Manobra
Fonte: Marinha do Brasil – Secretaria Naval de Segurança Nuclear e Qualidade

