Investimentos em tecnologia, modernização das linhas de produção e integração digital ampliam a capacidade da empresa para atender às demandas do Programa Estratégico Forças Blindadas
Por Jhonanta Marcelino | Zona de Manobra
REMAN e REMAX entram em uma nova etapa de produção no Brasil. A ARES estruturou sua capacidade industrial para produzir simultaneamente a Torre Manual REMAN e o sistema automatizado REMAX, dois sistemas estratégicos de defesa desenvolvidos no país para atender às demandas do Exército Brasileiro no âmbito do Programa Estratégico Forças Blindadas.
A estrutura produtiva resulta de investimentos realizados pela empresa em tecnologia, infraestrutura, modernização de processos e qualificação de equipes. Segundo a ARES, a preparação para fabricar os dois sistemas simultaneamente permite ampliar as sinergias entre os projetos e aproveitar conhecimentos e capacidades acumulados durante o desenvolvimento do REMAX.
Experiência com o REMAX será aproveitada na produção do REMAN
A experiência adquirida pela ARES ao longo do desenvolvimento e industrialização do REMAX constitui, segundo a empresa, uma base para a produção da Torre Manual REMAN.
A estratégia permite aproveitar tecnologias, processos produtivos e componentes comuns aos dois sistemas, criando uma maior integração entre os projetos.
De acordo com Frederico Medella, diretor Comercial e de Marketing da ARES, a empresa busca combinar a experiência acumulada no REMAX com os investimentos realizados em tecnologia, processos e infraestrutura.
Estar pronto para a produção simultânea dos dois sistemas nos permite aproveitar sinergias e ampliar a eficiência da nossa operação, ao mesmo tempo em que fortalece uma capacidade produtiva desenvolvida no Brasil”, afirma Medella.
Tecnologia moderniza as linhas de produção
Para sustentar a nova capacidade industrial, a ARES modernizou suas linhas de produção com a incorporação de máquinas CNC de última geração, tecnologias de manufatura aditiva e soluções de transformação digital.
Entre as iniciativas está a implementação do SKA Syneco, sistema que integra digitalmente diferentes áreas da operação, incluindo planejamento, engenharia, manufatura e armazém.
A integração busca ampliar a visibilidade dos processos produtivos, melhorar o controle das operações e aumentar a rastreabilidade das informações.
Segundo a empresa, a utilização dessas ferramentas também permite maior capacidade de gestão em tempo real e contribui para uma estrutura produtiva mais eficiente, flexível e escalável.

Foto: ARES/Divulgação
Integração digital aumenta previsibilidade da produção
A modernização da estrutura industrial permite que conhecimentos e tecnologias desenvolvidos durante o projeto REMAX sejam aplicados à fabricação da Torre Manual REMAN.
Para a ARES, essa integração pode contribuir para ganhos de produtividade e maior previsibilidade operacional.
“Mais do que ampliar a capacidade de produção, esses investimentos permitem integrar diferentes etapas da operação e aumentar a previsibilidade dos processos”, explica Frederico Medella.
O executivo acrescenta que a evolução da estrutura industrial busca combinar qualidade, confiabilidade e capacidade de resposta às demandas das Forças Armadas.
REMAN e REMAX compartilham sinergias industriais
Outro ponto destacado pela ARES é a possibilidade de ampliar as sinergias industriais entre os dois sistemas.
A estratégia envolve a tropicalização de materiais, o compartilhamento de componentes e o desenvolvimento de uma cadeia de suprimentos nacional.
A empresa afirma que essa abordagem permite racionalizar investimentos e aumentar a eficiência produtiva, além de contribuir para a redução dos custos relacionados à manutenção.
A integração entre projetos, processos e fornecedores também está relacionada à estratégia de ampliar a capacidade industrial desenvolvida no Brasil.
Autonomia industrial e previsibilidade logística
A estrutura criada pela ARES é apresentada pela empresa como parte de um esforço para fortalecer a autonomia industrial brasileira e ampliar a previsibilidade logística para o Exército Brasileiro.
De acordo com a companhia, a combinação entre tecnologias, processos produtivos, componentes e uma cadeia de fornecimento mais integrada proporciona maior segurança no fornecimento e contribui para a disponibilidade dos sistemas ao longo de seu ciclo de vida.
“Ao reunir tecnologias, processos, componentes e uma cadeia de fornecimento cada vez mais integrada, conseguimos construir uma operação mais eficiente e sustentável ao longo do ciclo de vida dos produtos”, afirma Medella.
Segundo o diretor, o resultado esperado é uma capacidade industrial que não se limita à fabricação dos sistemas, mas também envolve aspectos relacionados à previsibilidade logística e disponibilidade operacional para o usuário final.
Tecnologia e indústria de defesa
A preparação da ARES para produzir simultaneamente o REMAN e o REMAX mostra como a modernização industrial pode estar associada ao desenvolvimento de sistemas estratégicos de defesa no Brasil.
Além dos próprios sistemas, o projeto envolve tecnologias de fabricação, digitalização dos processos, manufatura aditiva, integração de dados e desenvolvimento de fornecedores nacionais.
Dentro do Programa Estratégico Forças Blindadas, essa capacidade industrial está relacionada à produção e sustentação de sistemas destinados às necessidades do Exército Brasileiro.
Para o setor de defesa, a existência de uma estrutura produtiva nacional também está diretamente ligada à capacidade de manter processos industriais, cadeia de suprimentos e suporte aos sistemas ao longo de seu ciclo de vida.
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Créditos
Texto e adaptação: Jhonanta Marcelino – Zona de Manobra
Fonte: ARES

