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Marinha leva “Horizontes da Economia Azul” ao Recife e coloca Segurança Marítima no centro do debate

Marinha do Brasil Amazônia Azul Segurança Marítima

Fórum do 3º Distrito Naval reúne setores ligados ao litoral nordestino e terá discussões sobre portos, pesca, turismo, aquicultura e o SisGAAz

O mar não é apenas uma fronteira geográfica. Para o Brasil, ele representa uma extensa área de circulação de mercadorias, produção de energia, atividade pesqueira, turismo, infraestrutura e geração de riquezas.

Mas toda essa atividade depende de uma condição básica: segurança.

É justamente nessa relação entre desenvolvimento econômico e proteção do ambiente marítimo que a Marinha do Brasil realiza nesta terça-feira (15), no Recife (PE), mais uma etapa do ciclo “Horizontes da Economia Azul”.

Promovido no âmbito do 3º Distrito Naval, o fórum acontece no Centro Cultural Cais do Sertão, no Bairro do Recife, e reúne representantes de diferentes setores para discutir as principais atividades econômicas do litoral nordestino e a importância da Segurança Marítima. A programação começa a partir das 8h. 

A iniciativa faz parte de um ciclo nacional de simpósios promovido pela Marinha entre junho de 2026 e abril de 2027, passando por diferentes regiões brasileiras e culminando em um simpósio nacional em Brasília. 

Economia Azul: riqueza que depende de um mar seguro

O conceito de Economia Azul envolve o desenvolvimento sustentável das atividades realizadas nos oceanos, rios e zonas costeiras.

Segundo a própria Marinha, entre os setores relacionados estão transporte e logística, energia offshore, pesca, turismo e indústria naval. A proposta é combinar geração de riqueza e inovação com preservação ambiental de longo prazo. 

No Recife, a discussão ganha uma dimensão regional.

O litoral nordestino concentra importantes atividades econômicas e estruturas fundamentais para o País. Portos, cadeias logísticas, pesca, aquicultura e turismo dependem diretamente das condições de segurança e ordenamento do espaço marítimo.

Por isso, discutir Economia Azul também significa discutir quem monitora esse espaço, como as ameaças são identificadas e de que maneira o Estado consegue garantir a continuidade das atividades no mar.

É nesse ponto que a Segurança Marítima passa a ter papel estratégico.

Economia Azul
Imagem de apoio: navio G25 da Marinha do Brasil atracado em área portuária, reforçando a relação entre o Poder Naval, as atividades marítimas e a Economia Azul.

SisGAAz entra na discussão

Um dos assuntos de maior interesse para o setor de Defesa na programação do Recife é o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul, o SisGAAz.

O sistema será apresentado pelo Vice-Almirante Marcelo da Silva Gomes, aproximando o debate sobre desenvolvimento econômico das capacidades de monitoramento e gerenciamento do espaço marítimo brasileiro. 

A presença do SisGAAz no fórum é particularmente significativa.

Uma Economia Azul desenvolvida exige conhecimento sobre o que acontece no mar. Isso envolve acompanhar atividades, identificar situações de interesse, ampliar a consciência situacional e permitir que o Estado tenha melhores condições para atuar diante de diferentes cenários.

A própria agenda nacional do programa inclui Segurança Marítima, monitoramento do espaço marítimo, combate a ilícitos e proteção da vida humana no mar, além da proteção de infraestruturas críticas, como cabos submarinos e plataformas. 

Assim, tecnologia e monitoramento deixam de ser assuntos exclusivamente militares e passam a integrar também a discussão sobre a proteção da própria atividade econômica.

Portos, pesca, turismo e aquicultura

A programação prevista para Recife mostra justamente essa amplitude.

Entre os temas estão Portos, Armazenamento e Transporte da Produção, Turismo, Esportes e Lazer, Pesca e Aquicultura e o impacto da Economia do Mar na Segurança Marítima. 

O debate sobre infraestrutura portuária possui importância especial.

Portos são pontos essenciais para a movimentação de cargas e para a integração do Brasil com o comércio internacional. Qualquer interrupção significativa nesses ambientes pode produzir impactos muito além da área portuária.

O mesmo raciocínio vale para a pesca, o turismo e a aquicultura.

São atividades diferentes, mas todas utilizam o mesmo ambiente marítimo e dependem de condições adequadas de segurança, fiscalização, ordenamento e preservação.

A Economia Azul, portanto, não pode ser observada de maneira isolada.

A Amazônia Azul como espaço estratégico

Para a Marinha, o debate também está relacionado à própria compreensão da Amazônia Azul.

O Brasil possui uma extensa área marítima sob sua jurisdição e uma economia fortemente dependente das atividades realizadas no mar.

É nesse espaço que estão rotas marítimas, portos, áreas de exploração energética, estruturas offshore, atividades pesqueiras e diferentes infraestruturas estratégicas.

Por isso, proteger a Amazônia Azul significa também criar condições para que essas atividades possam continuar funcionando.

A agenda do ciclo “Horizontes da Economia Azul” demonstra essa visão ao incluir, além de Economia Azul e Segurança Marítima, temas como energia offshore, indústria naval, sustentabilidade ambiental, infraestruturas críticas, hidrovias, navegação e formação profissional marítima. 

O resultado é um debate que ultrapassa a questão econômica.

Ele envolve soberania, segurança, tecnologia, infraestrutura, meio ambiente e Poder Marítimo.

Um debate que vai além de Recife

O fórum pernambucano é uma das etapas de uma iniciativa nacional da Marinha.

O ciclo “Horizontes da Economia Azul” começou em junho, no Rio de Janeiro, com um simpósio dedicado à Margem Equatorial como vetor para o desenvolvimento nacional. Depois, passou por diferentes localidades, com debates adaptados às características marítimas e fluviais de cada região. 

A proposta é reunir especialistas, autoridades públicas, representantes do setor produtivo, pesquisadores e integrantes da comunidade marítima para identificar desafios, oportunidades e possíveis caminhos para o desenvolvimento sustentável.

As contribuições dos encontros regionais deverão ser consolidadas posteriormente em Brasília, ao final do ciclo. 

No Recife, a discussão coloca o litoral nordestino no centro dessa construção.

E talvez esteja aí o ponto mais importante do fórum: não basta olhar para o mar como fonte de riquezas. É preciso compreender o mar como um espaço estratégico que precisa ser conhecido, monitorado, protegido e utilizado de forma sustentável.

A Economia Azul pode representar uma parcela cada vez mais importante do desenvolvimento brasileiro.

Mas, para que isso aconteça, riqueza e segurança precisam navegar juntas.

Serviço

INFORMAÇÃODETALHES
EventoHorizontes da Economia Azul
Data15 de setembro de 2026
HorárioA partir das 8h
LocalCentro Cultural Cais do Sertão — Recife (PE)
OrganizaçãoMarinha do Brasil / 3º Distrito Naval
TemaPrincipais atividades econômicas do litoral nordestino e a importância da Segurança Marítima
DestaquesPortos, logística, pesca, aquicultura, turismo, Economia do Mar e Segurança Marítima
TecnologiaSistema de Gerenciamento da Amazônia Azul — SisGAAz

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Créditos

Texto e adaptação: Jhonanta Marcelino – Zona de Manobra
Fonte: Marinha do Brasil / Horizontes da Economia Azul.

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