Formatura no CIASC celebra a evolução profissional de mais de 700 Fuzileiros Navais

O Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo (CIASC) realizou, no dia 10, uma cerimônia que marcou a conclusão de três importantes cursos de carreira do Corpo de Fuzileiros Navais. Ao todo, 731 militares — incluindo representantes da República Argentina e República de Cabo Verde — celebraram sua promoção e o encerramento de uma etapa fundamental na formação técnico-profissional dentro da Marinha do Brasil. A solenidade destacou o comprometimento, o preparo e a disciplina que caracterizam os Fuzileiros Navais. Durante o evento, o Comandante do CIASC, Contra-Almirante (Fuzileiro Naval) Luís Manuel de Campos Mello, dirigiu-se aos formandos e familiares, ressaltando o valor da conquista e o peso da responsabilidade que acompanha o uso da farda: “Hoje é um dia de comemoração e de reconhecimento pela vitória alcançada por cada um de vocês. Orgulhem-se dos esforços que os conduziram a esta conquista. Sejam gratos a todos que os ajudaram nessa jornada e conduzam suas vidas com honra.” Três formações, um único propósito: fortalecer o Corpo de Fuzileiros Navais Aperfeiçoamento Avançado de Oficiais Vinte e nove oficiais — entre eles militares argentinos e cabo-verdianos — concluíram o curso, que aprofunda conhecimentos científicos, tecnológicos e doutrinários. A formação capacita o oficial para atuar em Estados-Maiores das unidades do CFN, incluindo Grupamentos Operativos de Fuzileiros Navais e Unidades Anfíbias. O objetivo é preparar líderes capazes de enfrentar os desafios da guerra moderna, reforçando a prontidão expedicionária da Força. Aperfeiçoamento de Praças Fuzileiros Navais Voltado para Sargentos, o curso formou 401 militares, capacitando-os em técnicas de combate, liderança de pequenas frações e atuação tática. As especialidades contemplam: Infantaria, Artilharia, Engenharia de Combate, Blindados, Comunicações Navais, Eletrônica, Motores e Máquinas, Escrita e Fazenda e Música — ampliando o alcance técnico e operacional dos formandos. Especialização de Praças Fuzileiros Navais A formação, concluída por 301 Cabos Fuzileiros Navais, aprofunda conhecimentos específicos de cada área de atuação, permitindo desempenho mais eficiente nas especialidades técnicas e operacionais. Inclui Infantaria, Artilharia, Engenharia de Combate, Blindados, Eletrônica, Comunicações, Motores e Máquinas, Escrituração, Fazenda, Cornetas e Tambores, entre outras. Força renovada, prontidão reforçada Os 731 militares agora seguem para suas respectivas organizações militares, prontos para aplicar o que aprenderam em navios, unidades operativas e grupamentos expedicionários. A formatura reafirma o compromisso da Marinha do Brasil com o aprimoramento constante de seu pessoal e com a modernização do ensino militar — pilares essenciais para o fortalecimento do Poder Naval. Durante a cerimônia, o Terceiro-Sargento (Fuzileiro Naval-Músico) Duarte expressou a emoção de concluir o curso: “Este ano foi marcado por desafios, mas também por muitas conquistas. Superamos barreiras e hoje celebramos juntos essa vitória. Sou grato à Marinha do Brasil e ao CIASC por essa oportunidade. Adsumus!” Créditos Fonte: Agência Marinha de Notícias Acesse: https://www.agencia.marinha.mil.br/ Foto : Marinha do Brasil

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Soldado Fuzileiro Naval Júlia Maria faz história ao concluir o Curso de Operações no Pantanal

O Curso Expedito de Operações no Pantanal (C-Exp-OPant-2025/II), uma das formações mais exigentes e seletivas da Marinha do Brasil, teve sua conclusão no dia 5 de dezembro, em Ladário (MS). Entre os 23 militares que chegaram ao final da capacitação, um marco histórico chamou atenção: pela primeira vez, uma mulher — a Soldado (Fuzileiro Naval) Júlia Maria — concluiu o treinamento, integrando o seleto grupo de operadores preparados para atuar no complexo ambiente pantaneiro. A militar, formada na segunda turma de Soldados Fuzileiros Navais, participou do curso junto a integrantes do 1º Batalhão de Infantaria de Fuzileiros Navais (Batalhão “Riachuelo”), do 2º Batalhão de Infantaria de Fuzileiros Navais (Batalhão “Humaitá”) e do 3º Batalhão de Operações Ribeirinhas — unidade responsável pela condução da capacitação. Segundo a Soldado Júlia Maria, a experiência marcou profundamente sua trajetória profissional: “O curso teve um impacto enorme na minha vida pessoal e militar. Espero, no futuro, poder repassar esses conhecimentos e contribuir para a formação de outros fuzileiros.” Com 36 anos de tradição, o C-Exp-OPant é reconhecido pelo rigor e pela capacidade de preparar o militar para um dos biomas mais desafiadores do Brasil. A seleção é extremamente competitiva: de cerca de cem interessados, apenas pouco mais de 20 concluíram todas as fases nesta edição. Ao longo de cinco semanas, entre o fim de outubro e o início de dezembro, os participantes foram submetidos a instruções intensas: técnicas de combate, patrulhas, ações de reconhecimento, escoltas, assaltos ribeirinhos, além de treinamentos de sobrevivência no ambiente pantaneiro. O objetivo é formar operadores aptos a atuar tanto em Operações Ribeirinhas quanto em missões específicas no Pantanal, seja em território nacional ou em compromissos internacionais. Com a conclusão do curso, os formandos agora integram um grupo altamente especializado dentro da Marinha do Brasil, reforçando o profissionalismo das Unidades que representam e ampliando a presença feminina em áreas historicamente desafiadoras da carreira militar. Colaboração: Primeiro-Tenente (RM2-S) Mariana Contino Fonte das informações: Agência Marinha de Notícias www.agencia.marinha.mil.br Curso Expedito de Operações no Pantanal – Foto Marinha do Brasil Curso Expedito de Operações no Pantanal – Foto Marinha do Brasil

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Novas embarcações táticas elevam o poder dos fuzileiros navais

O Corpo de Fuzileiros Navais segue avançando em sua modernização e ampliando sua capacidade de resposta em operações litorâneas. A chegada das novas embarcações táticas ao Comando do Material de Fuzileiros Navais representa um salto importante na prontidão e no poder de combate da Marinha do Brasil, especialmente em cenários que exigem velocidade, proteção e projeção de força a partir do mar. Eu tive a oportunidade de ver essas embarcações pessoalmente durante a Operação Atlas 2025  e posso afirmar: trata-se de uma verdadeira arma de guerra, projetada para enfrentar ambientes complexos com alto nível de segurança e desempenho. Potência, proteção e mobilidade em um único meio Com 29 pés de comprimento e capacidade para transportar até 15 militares totalmente equipados, essas embarcações combinam velocidade, blindagem e poder de fogo. O casco foi desenvolvido para resistir a munições 7,62 mm, enquanto a configuração de armamentos inclui: Metralhadora .50” na proa, garantindo superioridade de fogo frontal; Duas metralhadoras 7,62 mm nas laterais; Estrutura reforçada para infiltração, evacuação e apoio de fogo.   Além disso, contam com um pacote de tecnologia embarcada que coloca o CFN em outro patamar operacional: Radar de navegação, Câmera térmica, Sensores avançados para operações diurnas e noturnas, Equipamentos que ampliam a consciência situacional e a precisão das ações táticas. Alcance estratégico e projeção de força As novas embarcações oferecem autonomia de cerca de 600 km, permitindo operações prolongadas sem necessidade de reabastecimento. Outro ponto estratégico é a capacidade de transporte pelo KC-390 Millennium, possibilitando: Deslocamento rápido, Desdobramento imediato em todo o território nacional, Reforço do caráter expedicionário do CFN.   Essa mobilidade combinada — mar e ar — reforça o papel do Corpo de Fuzileiros Navais como Força de Pronto-Emprego, preparada para operar em: Missões humanitárias, Operações de interdição marítima, Ações de projeção de poder do mar para terra, Situações de crise em regiões costeiras. Um novo patamar para as Operações Litorâneas A chegada dessas embarcações marca um avanço sólido no conceito de Operações Litorâneas, área da doutrina naval que integra mar e terra para garantir liberdade de ação, controle de áreas costeiras e resposta imediata em crises. Com esses novos meios, o CFN fortalece sua capacidade de: Dissuadir ameaças, Reagir com rapidez, Operar em múltiplos cenários, Proteger a Amazônia Azul, região estratégica para o Brasil.   Assista ao vídeo dessa embarcação em ação Veja abaixo o vídeo dessa máquina operando, tanto aqui no site quanto no meu canal.Não deixe de conferir essa verdadeira potência marítima em movimento! https://youtu.be/JMcBcr4_o6w?si=aR-csw7mPBbbuTug Créditos das informações técnicas:https://www.defesaemfoco.com.br/

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Conheça o JLTV: o novo blindado de ponta dos Fuzileiros Navais

O JLTV (Joint Light Tactical Vehicle) já está incorporado ao Corpo de Fuzileiros Navais e permanece como um dos veículos mais impressionantes da Marinha do Brasil. Durante a Operação Atlas 2025, pude ver esse blindado de perto — e a sensação é de estar diante de uma verdadeira máquina de guerra. Mesmo com pneus perfurados, o JLTV continua em movimento graças ao sistema run-flat, permitindo que ele siga por dezenas de quilômetros a velocidades próximas de 48 km/h. Essa mobilidade é combinada com um conjunto de armas que pode incluir metralhadoras de 12,7 mm e 7,62 mm, além de um lançador automático de granadas de 40 mm, garantindo poder de fogo para diferentes cenários operacionais. Esses veículos fazem parte de um lote de 12 unidades obtidas por meio de cooperação com os Estados Unidos, dentro do programa estratégico PROADSUMUS. Sua incorporação fortalece a capacidade expedicionária dos Fuzileiros Navais, permitindo deslocamentos seguros, interiorização de tropas e atuação em áreas de risco com maior proteção. Versatilidade para múltiplas missões Desenvolvido originalmente para substituir os antigos HMMWV, o JLTV foi concebido para resistir às ameaças do combate moderno. Sua blindagem oferece proteção contra armas leves e explosivos improvisados — desempenho comprovado em conflitos do Oriente Médio. No Brasil, o JLTV se destaca pela versatilidade e pode ser empregado em: • infiltração de tropas em áreas hostis; • transporte de armamentos das Companhias de Apoio de Fogo; • reconhecimento de zonas e eixos de ação; • patrulhamento e segurança de áreas sensíveis; • vigilância e observação em operações militares; • escolta de comboios; • apoio às comunicações e ao comando e controle. Algumas unidades já foram utilizadas em operações reais, como nas ações de Garantia da Lei e da Ordem nos portos do Rio de Janeiro, Itaguaí e Santos, reforçando a segurança durante a Operação “Lais de Guia”. Destaque absoluto na Operação Atlas 2025 Na Atlas 2025, o desempenho do JLTV chamou atenção pela firmeza, pela estabilidade e pela presença visual marcante. Ao observar sua atuação, fica evidente como o veículo combina proteção, mobilidade e prontidão, pilares essenciais para operações anfíbias e terrestres dos Fuzileiros Navais. Fonte das informações: Agência Marinha de Notícias

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Marinha realizou maior operação anfíbia do país no litoral do Espírito Santo, em Itaóca

A Marinha do Brasil concluiu, no litoral de Itaoca (ES), a Operação Atlas Anfíbia 2025, um dos maiores exercícios militares conjuntos do País. A ação, coordenada pelo Ministério da Defesa, mobilizou cerca de 3.400 militares — entre eles 1.500 Fuzileiros Navais —, além de navios, aeronaves, blindados e diversos equipamentos de alta complexidade. O exercício contou ainda com a presença de observadores internacionais da Arábia Saudita, Argentina, Camarões, Egito, Espanha, França, Índia e Reino Unido, reforçando o caráter multinacional e o intercâmbio de conhecimentos. Entre os meios empregados, destacou-se o Navio-Aeródromo Multipropósito “Atlântico”, o maior navio de guerra da América Latina. Também participaram o Navio Doca Multipropósito “Bahia”, as fragatas “Liberal” e “Independência”, aeronaves de asa fixa e rotativa, drones, viaturas leves e pesadas, além de blindados anfíbios. Realizada desde 1964, a Operação Atlas tem como objetivo manter o elevado nível de prontidão da Esquadra e da Força de Fuzileiros da Esquadra (FFE), garantindo que os militares estejam preparados para atuar em cenários variados — desde patrulhamento e proteção marítima até ações de defesa do litoral. Demonstração de capacidades em Itaoca-ES No dia 1º de dezembro, foi realizada uma demonstração pública das capacidades anfíbias envolvidas na Operação. As tropas realizaram infiltrações, ações de reconhecimento, deslocamentos táticos e o desembarque simulado em uma praia hostil, etapa central do exercício. A operação é considerada uma das mais complexas da Marinha, por integrar meios navais, aeronavais e tropas anfíbias em um cenário de combate moderno, permitindo testar a capacidade expedicionária e a eficiência das doutrinas anfíbias dos Fuzileiros Navais. Assista aos vídeos:   Meios empregados na Operação Atlas Anfíbia 2025 Navios: Navio-Aeródromo Multipropósito “Atlântico” Navio Doca Multipropósito “Bahia” Navio de Desembarque de Carros de Combate “Almirante Saboia” Fragatas “Liberal” e “Independência” Corveta “Barroso” Embarcações de Desembarque de Carga Geral “Marambaia” e “Camboriú” Embarcações de Desembarque de Veículos e Material “Cagarras” e “Cataguazes” Aeronaves: Helicópteros UH-12 “Esquilo” Helicópteros AH-15B e UH-15 “Super Cougar” Helicópteros SH-16 “Seahawk” Helicópteros AH-11B “Super Lynx” Aeronave de asa fixa AF-1 Aeronave remotamente pilotada RQ-1 ScanEagle Viaturas e sistemas: Carros Lagarta Anfíbio (CLAnf) Veículo de Superfície Não Tripulado (VSNT) Fonte: Comando da Força de Fuzileiros da Esquadra / Assessoria de Comunicação Social

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