A Marinha do Brasil (MB) e a Marinha Nacional da França (MNF) realizaram, entre os dias 23 e 28 de abril de 2026, a Operação Jeanne d’Arc 2026, nas regiões do Rio de Janeiro e Mangaratiba (RJ). O exercício militar reuniu tropas, navios, aeronaves e meios anfíbios dos dois países em uma série de treinamentos voltados ao aprimoramento das capacidades operacionais e ao fortalecimento da cooperação internacional entre as duas Forças Navais.
O treinamento teve como principal objetivo ampliar a capacitação das tropas envolvidas, fortalecer a interoperabilidade entre Brasil e França e aperfeiçoar procedimentos empregados em operações anfíbias, navais e de projeção de poder a partir do mar. Ao todo, participaram cerca de 1.700 militares, sendo aproximadamente 900 brasileiros e 800 franceses, em uma das maiores atividades bilaterais realizadas entre as duas marinhas nos últimos anos.
A Operação Jeanne d’Arc 2026 também proporcionou o intercâmbio de conhecimentos técnicos, táticos e doutrinários, permitindo que militares brasileiros e franceses atuassem lado a lado em cenários simulados de elevada complexidade. Além de fortalecer os laços de amizade entre os dois países, o exercício contribuiu para elevar o nível de preparo das tropas e ampliar a capacidade de atuação conjunta em futuras operações multinacionais e missões de interesse comum

Operação Anfíbia reforçou a interoperabilidade entre Brasil e França
Durante a operação, diversos meios operativos foram empregados. Pela Marinha Nacional da França, destacou-se o Porta-Helicópteros Anfíbio Dixmude. Já pela Marinha do Brasil, o principal meio foi o Navio de Desembarque de Carros de Combate Almirante Sabóia.
As atividades incluíram uma série de treinamentos conjuntos entre os militares dos dois países, como exercícios de tiro de artilharia, pista de sobrevivência e tiro de precisão, contribuindo para o aprimoramento técnico e tático das tropas.
Entre os exercícios realizados, ganhou destaque a simulação de um desembarque anfíbio na Ilha da Marambaia (RJ). A operação envolveu navios, veículos blindados anfíbios e tropas brasileiras e francesas, caracterizando uma Operação Anfíbia na modalidade de assalto.
Esse tipo de operação é considerado de elevada complexidade, pois consiste em um ataque lançado a partir do mar por forças navais e anfíbias, com o objetivo de projetar poder e desembarcar tropas em um litoral considerado hostil.


Meios navais, aeronavais e anfíbios empregados no exercício
A operação contou ainda com a participação de uma Unidade Anfíbia da Força de Fuzileiros da Esquadra (FFE), da Marinha do Brasil, além do emprego dos seguintes meios: Navio de Desembarque de Carros de Combate Almirante Sabóia (NDCC G-25), Fragata Defensora (F-41), Submarino Humaitá (S-41), Embarcação de Desembarque de Carga Geral Marambaia (EDCG L-20), helicópteros Seahawk (SH-16), Super Lynx (AH-11B) e Esquilo (UH-12), Carro-Lagarta Anfíbio (CLAnf), Viatura Blindada Leve Sobre Rodas (JLTV), Viatura Blindada Especial Sobre Rodas (Piranha) e Embarcação de Desembarque Litorâneo (EDLit).
Pelo lado francês, a Marinha Nacional da França e a 9ª Brigada do Exército Francês empregaram os seguintes meios: Porta-Helicópteros Anfíbio Dixmude, Fragata Aconit, Navio de Apoio Logístico Jacques Stosskopf, helicópteros Gazelle, Caïman e Dauphin, além das Embarcações de Desembarque Rápido (EDAR) e Anfíbio (EDAS), bem como o Veículo Blindado Multiuso Griffon e o Veículo Blindado Leve (VBL).
Cooperação fortalece a interoperabilidade entre Brasil e França
A Operação “Jeanne d’Arc” integra um conjunto de iniciativas voltadas à cooperação internacional, promovendo o intercâmbio de conhecimentos, técnicas e procedimentos entre as forças envolvidas.
A parceria entre Brasil e França reforça o compromisso conjunto com a segurança marítima e o desenvolvimento de capacidades operacionais combinadas.


Assista ao video da Operação
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Créditos
Fonte: Marinha do Brasil.Sobre o Autor
Edição, adaptação e complementação editorial: Jhonanta Marcelino – Editor-chefe do Zona de Manobra.


Muito bom parabéns