Sobre este especial
Neste especial, o Zona de Manobra relembra os 83 anos da criação da Força Expedicionária Brasileira (FEB), instituída em 9 de agosto de 1943. Ao longo da série, vamos conhecer a trajetória dessa força brasileira e sua participação na Segunda Guerra Mundial.
Mas nossa abordagem terá um olhar especial: a participação da Marinha do Brasil na guerra.
Antes de os militares da Força Expedicionária Brasileira (FEB) chegarem à Itália, o conflito já havia alcançado o Brasil pelo Atlântico. Os ataques de submarinos do Eixo contra navios brasileiros, a proteção do tráfego marítimo, os comboios e a guerra antissubmarino colocaram a Marinha do Brasil no centro da resposta brasileira ao conflito.
Por isso, além de contar a história da Força Expedicionária Brasileira (FEB), este especial também buscará mostrar como a guerra no mar, a defesa do Atlântico Sul e a atuação da Marinha do Brasil fizeram parte do contexto que levou o Brasil à guerra e, posteriormente, à criação e ao emprego da Força Expedicionária Brasileira (FEB).
Uma história que começa no mar e atravessa o Atlântico.

CAPÍTULO 1
A guerra chegou pelo mar
Quando pensamos na participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial, é comum que a memória seja imediatamente associada à Força Expedicionária Brasileira (FEB) e aos seus militares combatendo na Itália.
Mas essa história começou antes de os primeiros brasileiros desembarcarem em território italiano.
Começou no mar.
O Atlântico Sul tornou-se uma região estratégica da Segunda Guerra Mundial, especialmente a partir de 1942. A posição geográfica do Nordeste brasileiro, próximo à África e localizado em uma importante rota entre a América e a Europa, dava ao litoral brasileiro enorme importância para as comunicações marítimas dos Aliados.
Nesse cenário, a Marinha do Brasil assumiu uma missão que seria fundamental durante o conflito: proteger as águas brasileiras e garantir a continuidade do tráfego marítimo.
O Atlântico se tornou uma zona de guerra
O Brasil inicialmente permaneceu neutro diante do conflito iniciado na Europa em 1939. Entretanto, a guerra submarina começou a atingir diretamente a navegação brasileira.
Navios mercantes brasileiros passaram a ser atacados por submarinos alemães e italianos. Em agosto de 1942, a ofensiva atingiu um ponto crítico quando uma série de embarcações brasileiras foi afundada na costa do Nordeste.
Segundo a Marinha do Brasil, entre os dias 15 e 17 de agosto de 1942, cinco navios mercantes e um iate foram afundados, provocando a morte de 607 pessoas.
- Os ataques provocaram enorme comoção no país.
- A guerra deixava de ser um conflito distante.
- O inimigo estava atacando navios brasileiros em nossas próprias águas.
A resposta da Marinha do Brasil
- A situação exigiu uma rápida transformação da estrutura naval brasileira.
- A Marinha do Brasil precisava enfrentar uma ameaça para a qual ainda não possuía todos os meios e equipamentos necessários.
- A guerra antissubmarino exigia treinamento especializado, novos equipamentos, doutrinas operacionais e meios navais adequados.
- Mesmo diante dessas limitações, a Marinha passou a organizar sua estrutura para enfrentar a ameaça no Atlântico Sul.
- Uma das principais respostas foi a criação da Força Naval do Nordeste (FNNE), oficialmente estabelecida em 5 de outubro de 1942, pelo Aviso nº 1.661.
- A nova força tinha entre suas principais responsabilidades a proteção das rotas marítimas e a escolta dos navios mercantes que navegavam pelo Atlântico Sul.
A Força Naval do Nordeste
A Força Naval do Nordeste tornou-se um dos principais instrumentos da participação da Marinha do Brasil na guerra. Inicialmente, sua composição incluía os cruzadores Bahia e Rio Grande do Sul, os navios-mineiros Carioca, Caravelas, Camaquã e Cabedelo, posteriormente reclassificados como corvetas, e os caça-submarinos Guaporé e Gurupi.
Com o decorrer do conflito, novos meios foram incorporados à força. A Força Naval do Nordeste passou a atuar em conjunto com a estrutura naval norte-americana no Atlântico Sul, constituindo a Força-Tarefa 46 da 4ª Esquadra dos Estados Unidos.
Sua missão principal era proteger os comboios e garantir que navios mercantes continuassem navegando entre o Brasil, o Caribe e outras áreas estratégicas do Atlântico. Era uma guerra silenciosa, distante dos grandes campos de batalha europeus, mas essencial para a segurança do Brasil.
Proteger as rotas marítimas era proteger o próprio Brasil
Na década de 1940, o transporte marítimo possuía importância ainda maior para o funcionamento do país. Grande parte da comunicação entre as principais cidades litorâneas e do transporte de mercadorias dependia da navegação.
Por isso, garantir a segurança dos navios significava também proteger o abastecimento, a economia e as comunicações do Brasil. A resposta da Marinha envolveu a organização de comboios, escoltas, patrulhamento e medidas destinadas a dificultar a ação dos submarinos inimigos.
O esforço foi enorme.
Durante a Segunda Guerra Mundial, navios da Marinha do Brasil participaram da escolta de 3.164 navios, nacionais e estrangeiros, distribuídos em 575 comboios.
- Esse número ajuda a dimensionar a importância da atuação naval brasileira.
- A participação do Brasil na guerra não aconteceu somente nos campos de batalha europeus.
- Ela também aconteceu no Atlântico Sul.
Do mar para a criação da Força Expedicionária Brasileira (FEB)
É nesse ponto que a história da Força Expedicionária Brasileira (FEB) começa a se conectar diretamente com a atuação da Marinha do Brasil.
As negociações militares entre Brasil e Estados Unidos já existiam antes da entrada brasileira na guerra. Entretanto, segundo estudo publicado pela Revista do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil, a possibilidade de empregar unidades brasileiras fora do continente americano ganhou força depois dos ataques dos submarinos do Eixo contra os navios brasileiros.
A guerra submarina, portanto, não apenas atingiu a navegação brasileira, ela contribuiu para transformar a posição do Brasil diante do conflito. O país passaria da defesa de suas águas e de suas rotas marítimas para uma participação militar cada vez mais ampla no esforço aliado.
E, em 9 de agosto de 1943, seria dado um novo passo, a Portaria Ministerial nº 4.744 criou e estruturou oficialmente a Força Expedicionária Brasileira (FEB).
Mas essa será a próxima parte da história, antes de os soldados brasileiros atravessarem o Atlântico para combater na Itália, houve marinheiros brasileiros navegando pelo Atlântico Sul, escoltando comboios e enfrentando uma guerra que já havia chegado às portas do país.
A história da Força Expedicionária Brasileira (FEB) começaria oficialmente em terra. Mas o caminho que levou o Brasil até ela passou pelo mar.

CAPÍTULO 2
9 de agosto de 1943: nasce a Força Expedicionária Brasileira (FEB)
Depois de quase um ano de guerra, o Brasil começava a transformar sua participação no conflito em uma estrutura militar capaz de atuar além do território nacional.
No mar, a Marinha do Brasil já estava profundamente envolvida na guerra no Atlântico Sul. Navios mercantes eram escoltados, comboios protegidos e as forças navais brasileiras atuavam contra a ameaça submarina.
Em terra, entretanto, surgia uma nova questão:
o Brasil enviaria tropas para combater diretamente no teatro de operações europeu?
A resposta começaria a tomar forma em 1943.
9 de agosto de 1943
Em 9 de agosto de 1943, por meio da Portaria Ministerial nº 4.744, a Força Expedicionária Brasileira (FEB) foi oficialmente estruturada.
Sua criação foi resultado de um processo de aproximação e planejamento militar entre Brasil e Estados Unidos que vinha se desenvolvendo antes de sua estruturação oficial em 1943.
Segundo estudo publicado pela Revista do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil, a possibilidade de empregar unidades brasileiras fora do continente americano ganhou força após os ataques dos submarinos do Eixo contra os navios brasileiros.
A criação da Força Expedicionária Brasileira (FEB), portanto, não aconteceu de forma isolada.
Ela fazia parte de uma transformação mais ampla da participação brasileira na Segunda Guerra Mundial.
Uma força para combater além do território nacional
A Força Expedicionária Brasileira (FEB) seria organizada para atuar no exterior, algo que exigiria uma transformação significativa das forças brasileiras.
O projeto envolvia treinamento, organização, equipamentos, doutrina e preparação para operar ao lado das forças aliadas.
A documentação histórica mostra que existiram diferentes propostas para o tamanho e a composição da força. Em determinado momento, chegou-se a discutir o envio de um Corpo de Exército com três divisões de infantaria e elementos de apoio.
O que efetivamente seria formado, entretanto, ficaria muito distante desses primeiros planos.
A Força Expedicionária Brasileira (FEB) acabaria sendo constituída por aproximadamente 25 mil militares, organizada em torno de uma divisão de infantaria expedicionária e de órgãos de apoio.
A estrutura da Força Expedicionária Brasileira (FEB)
A Força Expedicionária Brasileira (FEB) não era simplesmente um conjunto de soldados reunidos para a guerra.
Era uma estrutura militar complexa, preparada para operar em um teatro de operações localizado a milhares de quilômetros do Brasil.
1ª Divisão de Infantaria Expedicionária
Seu núcleo principal era a 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária (1ª DIE), composta por 13.736 militares, além do comando da FEB e dos órgãos não divisionários.
A 1ª DIE possuía elementos de comando, reconhecimento, transmissões, infantaria, artilharia, engenharia, saúde, material bélico e intendência.
A infantaria divisionária era formada por três regimentos de infantaria, enquanto a estrutura também contava com artilharia, engenharia, comunicações, saúde, logística e outros órgãos de apoio.
Essa organização demonstra a dimensão do desafio.
Para combater em outro continente, não bastava enviar combatentes.
Era necessário criar uma estrutura capaz de deslocar, sustentar, abastecer, comunicar, tratar e manter uma força militar em operação a milhares de quilômetros do Brasil.
E onde entra a Marinha do Brasil?
Aqui está um dos pontos centrais desta história.
A criação da Força Expedicionária Brasileira (FEB) não encerrou a participação da Marinha do Brasil no esforço de guerra.
Pelo contrário.
Enquanto a nova força terrestre era organizada e preparada, a Marinha continuava responsável por uma das tarefas fundamentais para que os brasileiros pudessem chegar ao teatro de operações europeu:
O patrulhamento do Atlântico Sul e a proteção do tráfego marítimo.
A própria Marinha do Brasil registra que, durante a Segunda Guerra Mundial, sua atuação incluiu o patrulhamento do Atlântico Sul, a proteção dos comboios de navios mercantes e a escolta dos navios que transportaram a Força Expedicionária Brasileira (FEB) para a Europa.
Isso significa que a história da Força Expedicionária Brasileira (FEB) também possui uma dimensão naval.
Antes de combater em terra na Itália, os homens da Força Expedicionária Brasileira (FEB) precisariam atravessar o Atlântico.
E essa travessia exigiria a proteção da Marinha do Brasil.
Uma força criada. Uma missão ainda por cumprir.
Em 9 de agosto de 1943, a Força Expedicionária Brasileira (FEB) estava oficialmente estruturada.
Mas ainda havia um longo caminho.
Era necessário selecionar e preparar os militares, adaptar a organização da força, receber equipamentos, realizar treinamentos e, principalmente, transformar uma estrutura recém-criada em uma unidade capaz de combater em um teatro de operações moderno.
A criação era apenas o começo.
Nos meses seguintes, milhares de brasileiros seriam preparados para uma missão inédita na história militar do país.
E, quando chegasse o momento de deixar o Brasil, a Marinha do Brasil teria novamente um papel fundamental.
A Força Expedicionária Brasileira (FEB) precisaria atravessar o oceano.
E a guerra continuava esperando do outro lado do Atlântico.
CAPÍTULO 3
A travessia do Atlântico: a Marinha do Brasil na escolta da Força Expedicionária Brasileira (FEB)
A Força Expedicionária Brasileira (FEB) havia sido oficialmente estruturada em 9 de agosto de 1943. Depois de meses de preparação, chegava o momento de transformar a força expedicionária em uma realidade.
Para isso, milhares de militares brasileiros precisariam deixar o Brasil e atravessar o Oceano Atlântico rumo à Europa.
Mas, em 1944, o Atlântico ainda era um espaço de guerra.
Submarinos do Eixo continuavam representando uma ameaça à navegação dos Aliados. Para a Marinha do Brasil, que desde 1942 atuava na proteção do litoral e das rotas marítimas brasileiras, surgia uma nova missão: participar da proteção dos transportes que levariam a Força Expedicionária Brasileira (FEB) ao teatro de operações europeu.
A viagem dos expedicionários seria também uma operação naval.
2 de julho de 1944: o primeiro escalão deixa o Brasil
O primeiro escalão da Força Expedicionária Brasileira (FEB) embarcou na noite de 30 de junho para 1º de julho de 1944, no navio-transporte norte-americano USS General W. A. Mann.
A partida do Rio de Janeiro é registrada em 2 de julho de 1944.
A bordo estavam 5.075 militares, sob o comando do General de Brigada Euclides Zenóbio da Costa.
O destino era a Itália.
Mas, antes de alcançar o Mediterrâneo, o transporte precisaria atravessar uma região onde a ameaça submarina ainda era uma realidade.
A Marinha do Brasil seria responsável por parte importante dessa proteção.
A primeira escolta brasileira
O USS General W. A. Mann deixou o Rio de Janeiro acompanhado pelos contratorpedeiros brasileiros Marcílio Dias, Mariz e Barros e Greenhalgh.
Os três navios receberam a missão de escoltar o transporte até a região de Recife. Ao largo da capital pernambucana, a proteção passou para unidades norte-americanas, que conduziram o transporte até Gibraltar.
A partir dali, outras unidades aliadas completaram a escolta até Nápoles.
Em 16 de julho de 1944, o primeiro escalão chegou a Nápoles, na Itália.
Os primeiros expedicionários brasileiros haviam chegado à Europa.
A Marinha do Brasil no caminho da FEB
A participação da Marinha do Brasil nessa operação precisa ser entendida dentro de um contexto maior.
A escolta da Força Expedicionária Brasileira (FEB) não era uma missão isolada. A Marinha já vinha realizando operações de patrulhamento e escolta no Atlântico Sul.
Quando chegou o momento de transportar os expedicionários, essa experiência acumulada na guerra marítima tornou-se parte da proteção da força brasileira em seu deslocamento para a Europa.
Todos os cinco escalões da Força Expedicionária Brasileira (FEB) receberam, em diferentes trechos de suas viagens, proteção de unidades da Marinha do Brasil, em conjunto com forças navais aliadas.
Cinco escalões atravessaram o Atlântico
O deslocamento da Força Expedicionária Brasileira (FEB) não aconteceu em uma única viagem.
Os militares foram enviados em cinco escalões, utilizando navios-transporte norte-americanos.
O primeiro partiu em 2 de julho de 1944.
O segundo e o terceiro partiram juntos em 22 de setembro de 1944.
O quarto deixou o Brasil em 23 de novembro de 1944.
E o quinto e último escalão partiu em 8 de fevereiro de 1945.
A cada nova viagem, a travessia exigia planejamento e proteção.
E a Marinha do Brasil continuava participando de diferentes trechos dessas operações.
A escolta dos segundo e terceiro escalões
Em 22 de setembro de 1944, o segundo e o terceiro escalões deixaram o Rio de Janeiro a bordo dos transportes USS General W. A. Mann e USS General M. C. Meigs.
Os dois transportes foram escoltados pelo cruzador brasileiro Rio Grande do Sul, em conjunto com unidades da Marinha dos Estados Unidos.
Os dois escalões chegaram à Itália em 6 de outubro de 1944.
A participação brasileira também envolveu oficiais da Marinha em funções de ligação.
Entre eles estava o então Capitão de Corveta Paulo Antônio Telles Bardy, designado como Oficial de Ligação junto à Força Expedicionária Brasileira (FEB). Ele acompanhou o segundo escalão até Nápoles a bordo do General M. C. Meigs.
A presença de Bardy demonstra que a participação da Marinha do Brasil não se limitou aos navios de escolta.
Os últimos escalões
O quarto escalão deixou o Brasil em 23 de novembro de 1944, a bordo do USS General M. C. Meigs.
O quinto e último escalão partiu em 8 de fevereiro de 1945, completando o deslocamento dos contingentes brasileiros destinados ao teatro de operações italiano.
Com a chegada dos últimos expedicionários, a Força Expedicionária Brasileira (FEB) estava concentrada na Europa.
Mas a missão da Marinha do Brasil ainda não havia terminado.
O mar e a terra
Enquanto a Força Expedicionária Brasileira (FEB) combatia em terra na Itália, a Marinha do Brasil continuava operando no Atlântico Sul.
Essa simultaneidade ajuda a compreender a dimensão da participação brasileira na Segunda Guerra Mundial.
De um lado, os expedicionários brasileiros participavam da campanha terrestre na Itália.
Do outro, marinheiros brasileiros continuavam navegando pelo Atlântico, protegendo o tráfego marítimo e participando de operações de escolta.
Durante o conflito, a Marinha do Brasil participou da escolta de 575 comboios, envolvendo 3.164 navios.
A escolta da Força Expedicionária Brasileira (FEB) fazia parte desse esforço maior.
O mar também fazia parte da campanha brasileira
É comum que a participação brasileira na Segunda Guerra Mundial seja lembrada principalmente pelas operações da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Itália.
Entretanto, a guerra brasileira também aconteceu no mar.
Antes de os expedicionários chegarem à Europa, a Marinha do Brasil já enfrentava a ameaça submarina no Atlântico Sul.
Durante o deslocamento da Força Expedicionária Brasileira (FEB), navios brasileiros participaram da proteção dos transportes.
E, enquanto os soldados brasileiros combatiam em terra, a Marinha continuava cumprindo suas missões no oceano.
A travessia da Força Expedicionária Brasileira (FEB) representa, portanto, uma ligação direta entre duas dimensões da participação brasileira na guerra:
O mar e a terra.
A Marinha do Brasil ajudou a proteger o caminho pelo Atlântico.
A Força Expedicionária Brasileira (FEB) seguiria esse caminho até o campo de batalha.
Em 16 de julho de 1944, os primeiros 5.075 expedicionários desembarcaram em Nápoles.
O oceano havia sido atravessado.
Agora, a Força Expedicionária Brasileira (FEB) estava na Itália.


CAPÍTULO 4
A chegada da Força Expedicionária Brasileira (FEB) à Itália
Depois de atravessar o Atlântico sob proteção naval, o primeiro escalão da Força Expedicionária Brasileira (FEB) chegou a Nápoles, na Itália, em 16 de julho de 1944.
Mais de 5 mil expedicionários desembarcaram naquele dia. A chegada, porém, não significava que a força brasileira estava imediatamente pronta para combater.
Era necessário concluir a preparação para a guerra.
Da chegada ao treinamento
Após o desembarque em Nápoles, o primeiro escalão da Força Expedicionária Brasileira (FEB) passou por novas etapas de deslocamento, organização e treinamento.
Os militares receberam equipamentos e realizaram instruções complementares antes de serem empregados nas operações de combate. Parte dessa preparação ocorreu na região de Vada, onde os brasileiros utilizaram instalações de treinamento das forças norte-americanas.
O desafio era significativo.
Os militares brasileiros precisavam adaptar-se aos novos equipamentos, procedimentos e métodos de combate empregados pelas forças norte-americanas com as quais atuariam na Itália.
Em 5 de agosto de 1944, a Força Expedicionária Brasileira (FEB) passou a integrar operacionalmente o V Exército dos Estados Unidos, dentro da estrutura aliada no teatro de operações italiano.
A partir daí, a preparação brasileira entrava em uma nova fase.
A Força Expedicionária Brasileira (FEB) estava cada vez mais próxima de sua primeira experiência de combate.
O mar continuava presente
Mesmo com os expedicionários já em território italiano, a participação da Marinha do Brasil não terminava.
A Marinha continuava atuando no Atlântico Sul, protegendo o tráfego marítimo e realizando missões de escolta.
Enquanto a Força Expedicionária Brasileira (FEB) se preparava e posteriormente combatia na Itália, marinheiros brasileiros continuavam conduzindo operações no oceano.
E essa simultaneidade é fundamental para compreender a participação brasileira na Segunda Guerra Mundial.
A guerra acontecia em terra e no mar.
O próximo passo
A chegada à Itália marcou o fim de uma longa preparação e o início de uma nova fase.
Os brasileiros já estavam no teatro de operações.
Agora precisariam demonstrar, em combate, sua capacidade de atuar ao lado das forças aliadas.
O primeiro contato da Força Expedicionária Brasileira (FEB) com o combate aconteceria na região da Bacia do Rio Serchio, no norte da Itália.
A travessia havia terminado.
Para a Força Expedicionária Brasileira (FEB), a guerra estava apenas começando.
CAPÍTULO 5
O batismo de fogo da Força Expedicionária Brasileira (FEB)
Depois de chegar à Itália e concluir parte de sua preparação, a Força Expedicionária Brasileira (FEB) estava cada vez mais próxima de entrar em combate.
O primeiro emprego operacional ocorreu em setembro de 1944, na região do vale do Rio Serchio, no norte da Itália.
A entrada em combate
Em 13 de setembro de 1944, o Destacamento da Força Expedicionária Brasileira (FEB), comandado pelo General de Brigada Euclides Zenóbio da Costa, passou à subordinação do IV Corpo de Exército dos Estados Unidos.
Dois dias depois, em 15 de setembro, as tropas brasileiras entraram na linha de frente, substituindo unidades norte-americanas.
No dia seguinte, 16 de setembro, iniciou-se o movimento ofensivo brasileiro no vale do Serchio.
Na mesma jornada, tropas brasileiras conquistaram Massarosa, marcando o início das operações da Força Expedicionária Brasileira (FEB) no teatro de operações italiano. Museu Virtual da FEB
Para os brasileiros, meses de preparação finalmente davam lugar à experiência real de combate.
Avanço pelo vale do Serchio
A primeira fase das operações levou a Força Expedicionária Brasileira (FEB) a avançar por diferentes localidades do vale do Serchio.
Em 18 de setembro, os brasileiros conquistaram Camaiore.
Entre 25 e 29 de setembro, o Destacamento FEB conquistou posições importantes, incluindo Monte Prano, Pescaglia e Borgo a Mozzano. Museu Virtual da FEB
O avanço continuaria nas semanas seguintes.
Até o final de outubro, tropas brasileiras haviam participado da conquista ou libertação de localidades como Fornaci, Gallicano, Barga, Sommocolonia, Trassilico e San Quirico. Museu Virtual da FEB
O que o batismo de fogo ensinou
A experiência no vale do Serchio revelou à Força Expedicionária Brasileira (FEB) as dificuldades de combater em um ambiente montanhoso, sob condições meteorológicas adversas e diante de um inimigo experiente.
Após cerca de 45 dias de operações na Bacia do Serchio, os brasileiros haviam avançado aproximadamente 22 quilômetros, sofrendo 290 baixas em ação, das quais 14 foram fatais. Também foram capturados 258 militares inimigos.
Mais do que uma sequência de vitórias e movimentos territoriais, essa primeira fase proporcionou à Força Expedicionária Brasileira (FEB) uma experiência fundamental para as operações que viriam.
Do Serchio para a Linha Gótica
Depois das operações no vale do Serchio, a Força Expedicionária Brasileira (FEB) seria empregada em uma nova etapa da campanha italiana.
O próximo grande desafio seria o avanço contra as posições alemãs associadas à Linha Gótica, nos Apeninos.
O terreno montanhoso, o inverno rigoroso e a resistência alemã tornariam essa fase especialmente difícil.
Seria nesse cenário que a participação brasileira ganharia um de seus episódios mais conhecidos.

CAPÍTULO 6
Monte Castello: a grande vitória da Força Expedicionária Brasileira (FEB)
Depois das primeiras operações na Itália, a Força Expedicionária Brasileira (FEB) chegou a uma das fases mais importantes de sua campanha.
Nos Apeninos italianos, Monte Castello fazia parte do sistema defensivo alemão associado à Linha Gótica. Sua posição oferecia vantagem sobre importantes vias de comunicação utilizadas pelos Aliados em seu avanço em direção a Bolonha.
A conquista de Monte Castello tornou-se um dos principais objetivos da Força Expedicionária Brasileira (FEB) naquela fase da campanha.
Quatro tentativas antes da vitória
Entre novembro e dezembro de 1944, a Força Expedicionária Brasileira (FEB) participou de quatro tentativas de conquistar Monte Castello.
As operações enfrentaram dificuldades impostas pelo terreno montanhoso, pelas condições climáticas e pela resistência das forças alemãs.
As experiências adquiridas nessas operações contribuíram para o planejamento da ofensiva que seria realizada em fevereiro de 1945.
21 de fevereiro de 1945
A ofensiva decisiva começou em 21 de fevereiro de 1945, em uma operação coordenada entre a Força Expedicionária Brasileira (FEB) e forças norte-americanas.
Após horas de combate, as tropas brasileiras alcançaram o objetivo.
Ao final da tarde, o 1º Regimento de Infantaria — Regimento Sampaio havia conquistado o cume de Monte Castello.
A vitória representou um importante avanço para a ofensiva aliada nos Apeninos e tornou-se um dos episódios mais conhecidos da participação brasileira na Segunda Guerra Mundial.
Uma vitória que marcou a campanha
A conquista de Monte Castello também teve um forte significado para a Força Expedicionária Brasileira (FEB).
Depois de meses de preparação, das primeiras experiências de combate no vale do Serchio e de sucessivas tentativas de conquistar a posição, os brasileiros haviam superado um dos maiores desafios da campanha italiana.
Monte Castello passou a representar a capacidade da Força Expedicionária Brasileira (FEB) de combater em um dos ambientes mais difíceis do teatro de operações italiano.
O caminho para a ofensiva final
A conquista de Monte Castello não encerrou a campanha.
A Força Expedicionária Brasileira (FEB) ainda participaria de outras operações importantes até o fim da guerra na Itália.
A vitória de 21 de fevereiro de 1945, entretanto, marcou uma nova etapa da campanha brasileira.
Depois de Monte Castello, viriam novos avanços e a ofensiva final dos Aliados no norte da Itália.
A Força Expedicionária Brasileira (FEB) havia superado um de seus maiores desafios.
Mas a guerra ainda não havia terminado.
CAPÍTULO 7
Montese: a ofensiva da Força Expedicionária Brasileira (FEB)
Depois da conquista de Monte Castello, a Força Expedicionária Brasileira (FEB) continuou avançando pelo norte da Itália.
Em abril de 1945, os Aliados iniciaram a Ofensiva da Primavera, uma grande operação destinada a romper as últimas linhas defensivas alemãs e acelerar o fim da campanha italiana.
Nesse contexto, a Força Expedicionária Brasileira (FEB) recebeu uma importante missão: conquistar Montese.
14 de abril de 1945
A ofensiva começou em 14 de abril de 1945.
Durante os dias seguintes, os militares brasileiros enfrentaram forte resistência alemã e condições difíceis de combate. Os combates pela localidade se estenderam até 17 de abril, quando as tropas brasileiras consolidaram as posições conquistadas.
A conquista de Montese representou um importante avanço na ruptura do sistema defensivo alemão no setor do Rio Panaro, contribuindo para a progressão das forças aliadas em direção à planície do Rio Pó.
Uma das batalhas mais difíceis
Montese ficou marcada pela intensidade dos combates.
Segundo registros do Exército Brasileiro, a Força Expedicionária Brasileira (FEB) sofreu 426 baixas durante as operações pela conquista da localidade.
A batalha demonstrou novamente a capacidade da força brasileira de atuar em operações de grande escala dentro da estrutura das forças aliadas.
Mais do que uma conquista territorial, Montese marcou uma etapa decisiva da campanha brasileira.
O avanço para a ofensiva final
Depois da ruptura das posições defensivas alemãs, as forças do Eixo começaram a recuar em direção ao norte da Itália.
A Força Expedicionária Brasileira (FEB) continuou avançando.
Poucos dias depois, os brasileiros participariam de outro episódio decisivo da campanha: Collecchio e Fornovo di Taro.
Montese havia sido conquistada.
A campanha italiana entrava em seus últimos combates.
CAPÍTULO 8
Collecchio e Fornovo di Taro: a última grande vitória da Força Expedicionária Brasileira (FEB)
Depois da conquista de Montese, a Força Expedicionária Brasileira (FEB) continuou avançando durante a ofensiva aliada no norte da Itália.
As forças alemãs e italianas fascistas recuavam em direção ao norte, enquanto os Aliados avançavam rapidamente pela região.
Foi nesse cenário que ocorreu um dos episódios mais marcantes da campanha brasileira.
Collecchio
Entre 26 e 27 de abril de 1945, unidades da Força Expedicionária Brasileira (FEB) participaram de operações na região de Collecchio, onde forças alemãs e italianas tentavam reorganizar sua retirada.
Os brasileiros pressionaram as tropas adversárias e impediram que parte delas continuasse o movimento para o norte.
A operação preparou o cenário para o confronto decisivo em Fornovo di Taro.
Fornovo di Taro
Em 28 de abril de 1945, as forças brasileiras cercaram unidades alemãs e italianas que estavam concentradas na região de Fornovo di Taro.
Sem condições de continuar a retirada, as tropas cercadas iniciaram negociações para sua rendição.
No dia seguinte, 29 de abril, foi formalizada a rendição.
Entre os prisioneiros estavam integrantes da 148ª Divisão de Infantaria alemã, além de outras unidades alemãs e italianas.
A Força Expedicionária Brasileira (FEB) havia capturado milhares de militares inimigos em uma das operações mais expressivas de sua campanha. (museuvirtualdafeb.eb.mil.br)
O fim da campanha brasileira
A rendição de Fornovo ocorreu poucos dias antes do fim das operações militares na Itália.
Em 2 de maio de 1945, entrou em vigor a rendição das forças alemãs na Itália.
Para a Força Expedicionária Brasileira (FEB), chegava ao fim a campanha que havia começado meses antes, quando os primeiros expedicionários desembarcaram em Nápoles.
Do outro lado do Atlântico, a Marinha do Brasil também encerrava uma longa participação na guerra marítima, depois de anos de patrulhamento, escolta e combate no Atlântico Sul.
A participação brasileira na Segunda Guerra Mundial havia sido travada em dois grandes espaços:
No mar e em terra.
A Força Expedicionária Brasileira (FEB) havia chegado ao fim de sua campanha.
Mas a história ainda não terminaria na Itália.
Os brasileiros precisavam voltar para casa.

CAPÍTULO 9
O retorno da Força Expedicionária Brasileira (FEB)
A guerra na Europa havia terminado, mas ainda faltava uma última etapa para os brasileiros que haviam atravessado o Atlântico: voltar para casa.
O primeiro contingente da Força Expedicionária Brasileira (FEB) retornou ao Brasil em 18 de julho de 1945, a bordo do navio norte-americano General Meigs. A chegada ao Rio de Janeiro foi marcada por uma grande recepção popular.
Nos meses seguintes, os demais contingentes também retornaram ao país.
Para os expedicionários, chegava ao fim uma experiência que havia começado anos antes, quando a guerra atingiu diretamente o Brasil através do Atlântico.
O mar ainda estava em guerra
O retorno da Força Expedicionária Brasileira (FEB) também ajuda a compreender uma característica importante da participação brasileira na Segunda Guerra Mundial.
Mesmo depois do fim dos combates na Itália, a Marinha do Brasil continuava cumprindo missões no Atlântico Sul.
A Força Naval do Nordeste, responsável por grande parte das operações de patrulhamento e escolta durante a guerra, somente retornou ao Rio de Janeiro em 7 de novembro de 1945, encerrando sua missão.
Enquanto os expedicionários já estavam regressando ao Brasil, marinheiros brasileiros ainda permaneciam no mar.
A guerra terminava em momentos diferentes para aqueles que haviam participado dela.
Uma história que ficou
A participação brasileira na Segunda Guerra Mundial deixou marcas profundas na história do país.
A Força Expedicionária Brasileira (FEB) tornou-se um dos principais símbolos da participação brasileira no teatro de operações terrestre europeu.
A Marinha do Brasil, por sua vez, deixou sua marca na defesa do Atlântico Sul, na proteção do litoral, na escolta de comboios e na segurança dos transportes que levaram os expedicionários para a Europa.
Foram experiências diferentes, mas pertencentes ao mesmo esforço nacional de guerra.
A Força Expedicionária Brasileira (FEB) voltou para casa.
A Marinha do Brasil permaneceu no mar até cumprir sua missão.
E assim chegava ao fim um dos capítulos mais importantes da história militar brasileira no século XX.
Mas a história da Força Expedicionária Brasileira (FEB) não terminaria com o retorno dos seus homens.
Seu legado permaneceria.


CAPÍTULO 10
O legado da Força Expedicionária Brasileira (FEB)
A campanha da Força Expedicionária Brasileira (FEB) terminou na Itália em 1945, mas seu significado permanece na história militar brasileira.
A participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial mostrou que a defesa dos interesses nacionais poderia exigir atuação muito além das fronteiras do país.
No Atlântico Sul, a Marinha do Brasil enfrentou a ameaça submarina, protegeu o tráfego marítimo e participou da escolta dos navios que transportaram a Força Expedicionária Brasileira (FEB) para a Europa.
Na Itália, os expedicionários brasileiros participaram da campanha aliada até o fim das hostilidades.
Eram duas dimensões diferentes de uma mesma participação brasileira na guerra.
Uma experiência que transformou as Forças Armadas
A Segunda Guerra Mundial trouxe importantes experiências para as Forças Armadas brasileiras.
Na Marinha do Brasil, a guerra ampliou a experiência operacional em patrulhamento, escolta, guerra antissubmarino e operações combinadas com forças de outras nações.
A experiência também demonstrou a importância estratégica do Atlântico Sul para a segurança e para os interesses brasileiros.
Na campanha terrestre, a Força Expedicionária Brasileira (FEB) acumulou experiência em operações de grande escala, em diferentes condições de terreno e dentro de uma estrutura multinacional.
O conflito deixou, assim, ensinamentos que ultrapassaram o próprio período da guerra.
A memória dos brasileiros na guerra
Mais de oito décadas depois, a história da Força Expedicionária Brasileira (FEB) continua sendo estudada por pesquisadores, instituições militares, arquivos, museus e centros de memória.
Preservar essa história não significa apenas lembrar as batalhas.
Significa compreender o contexto que levou o Brasil à guerra, os ataques contra nossa navegação, a atuação da Marinha do Brasil no Atlântico Sul, a criação da Força Expedicionária Brasileira (FEB), a travessia do oceano e a campanha na Itália.
É uma história que começa no mar, atravessa o Atlântico e chega aos campos de batalha europeus.
83 anos da criação da Força Expedicionária Brasileira (FEB)
Em 9 de agosto de 2026, completam-se 83 anos da criação da Força Expedicionária Brasileira (FEB).
A data é uma oportunidade para olhar novamente para esse capítulo da história brasileira.
Não apenas para lembrar aqueles que participaram da guerra, mas para compreender o esforço nacional que tornou possível a participação do Brasil no conflito.
A Força Expedicionária Brasileira (FEB) representa uma parte fundamental dessa história.
A Marinha do Brasil, com sua atuação no Atlântico Sul, na proteção das comunicações marítimas e na escolta dos transportes da FEB, representa outra dimensão essencial.
Juntas, essas histórias ajudam a compreender a verdadeira dimensão da participação brasileira na Segunda Guerra Mundial.
Do Atlântico Sul aos campos da Itália
A história da Força Expedicionária Brasileira (FEB) não começou quando os primeiros soldados desembarcaram na Itália.
Antes deles, havia navios brasileiros navegando pelo Atlântico.
Havia marinheiros patrulhando nossas águas.
Havia comboios sendo escoltados.
Havia uma guerra que já havia chegado ao Brasil pelo mar.
Depois, milhares de brasileiros atravessaram o Atlântico e chegaram à Itália para combater.
Do Atlântico Sul aos campos da Itália, o Brasil esteve em guerra.
E essa história merece ser conhecida.
Essa memória merece ser preservada.

Caro leitor, se você chegou até aqui…
Se você acompanhou este especial sobre os 83 anos da Força Expedicionária Brasileira (FEB), talvez tenha ficado com vontade de conhecer ainda mais sobre a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial.
Por isso, deixamos aqui uma indicação de leitura.
O livro eletrônico “80 Anos das Vitórias da Força Expedicionária Brasileira”, organizado pelo historiador Cel. Carlos Daróz, reúne os conteúdos do XII Seminário Nacional sobre a Participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial.
A obra apresenta diferentes aspectos da participação brasileira no conflito e pode ser uma excelente oportunidade para aprofundar o conhecimento sobre a Força Expedicionária Brasileira (FEB), seus homens e sua trajetória na guerra.
Se o tema despertou seu interesse, vale a leitura:
Leia o livro — 80 Anos das Vitórias da Força Expedicionária Brasileira
Nossos heróis sempre lembrados.
A cobra continua fumando!🐍
Leia tambem: Pista de Liderança: como a Marinha forma líderes militares
Agradecimento
O Zona de Manobra agradece a todos que chegaram até o final deste especial sobre os 83 anos da criação da Força Expedicionária Brasileira (FEB).
Resgatar páginas da nossa história é, acima de tudo, um compromisso com a memória. Ao revisitar a participação brasileira na Segunda Guerra Mundial, buscamos valorizar não apenas a trajetória da Força Expedicionária Brasileira (FEB), mas também a importante atuação da Marinha do Brasil no Atlântico Sul, na proteção das comunicações marítimas e na escolta dos brasileiros que atravessaram o oceano rumo à guerra.
Este especial foi produzido a partir de fontes históricas, documentos e acervos institucionais, buscando apresentar as informações com responsabilidade, respeito aos fatos e compromisso com a preservação da memória histórica brasileira.
Sua contribuição também faz parte dessa história
Se você identificar algum erro, divergência histórica, informação que precise ser corrigida ou tiver uma sugestão para aprimorar este conteúdo, entre em contato conosco.
A contribuição dos leitores é importante para que possamos corrigir, aprimorar e preservar a qualidade do conteúdo histórico publicado pelo Zona de Manobra.
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Zona de Manobra
Informação, memória e história sobre o Poder Marítimo, a Marinha do Brasil e os assuntos relacionados ao mar e à defesa do Brasil.
Nossa história merece ser conhecida.
Nossa memória merece ser preservada.
Fontes e créditos da pesquisa
Pesquisa, apuração, organização e redação:
Jhonanta Marcelino
Editor-chefe — Zona de Manobra
Esta matéria foi desenvolvida a partir de pesquisa documental, consulta a acervos históricos e levantamento de fontes institucionais brasileiras, com especial atenção à documentação da Marinha do Brasil e aos registros históricos da Força Expedicionária Brasileira (FEB).
O objetivo foi reconstruir, de forma cronológica e didática, a participação brasileira na Segunda Guerra Mundial, destacando a criação da Força Expedicionária Brasileira (FEB) e, principalmente, a atuação da Marinha do Brasil no Atlântico Sul, na proteção do tráfego marítimo e na escolta dos expedicionários rumo ao teatro de operações europeu.
Principais fontes consultadas
Marinha do Brasil — Segunda Guerra Mundial
Fonte: Marinha do Brasil — Comissão de Estudos e Pesquisas Históricas da Marinha (COMEMCH)
Foi uma das principais referências para a reconstrução da participação da Marinha do Brasil na Segunda Guerra Mundial, especialmente para informações relacionadas a:
- atuação da Marinha no Atlântico Sul;
- patrulhamento das águas brasileiras;
- proteção dos comboios de navios mercantes;
- criação e atuação da Força Naval do Nordeste;
- integração operacional com a Marinha dos Estados Unidos;
- escolta dos transportes da Força Expedicionária Brasileira (FEB);
- números gerais da participação naval brasileira.
A fonte registra que navios da Marinha do Brasil participaram da escolta de 3.164 navios em 575 comboios durante o conflito.
Fonte: Marinha do Brasil — Segunda Guerra Mundial.
Marinha do Brasil — Força Naval do Nordeste
Fonte: Marinha do Brasil — Agência Marinha de Notícias
Consultada para aprofundar a história da Força Naval do Nordeste (FNNE), criada em outubro de 1942, e sua atuação durante a Segunda Guerra Mundial.
A fonte foi utilizada especialmente para informações sobre:
- criação da Força Naval do Nordeste;
- composição inicial da força;
- atuação no Atlântico Sul;
- escolta de comboios;
- integração com a 4ª Esquadra dos Estados Unidos;
- proteção dos navios mercantes;
- escolta da Força Expedicionária Brasileira (FEB) até Gibraltar;
- extensão das operações realizadas pela força naval brasileira durante o conflito.
Marinha do Brasil — Aniversário de criação da Força Naval do Nordeste
Fonte: Marinha do Brasil
Utilizada para confrontar informações sobre a atuação da Força Naval do Nordeste, especialmente os números relacionados às operações de escolta.
A publicação registra:
- 575 comboios;
- 3.164 navios mercantes escoltados;
- participação na escolta da Força Expedicionária Brasileira (FEB) até Gibraltar;
- operações contra submarinos inimigos;
- retorno da Força Naval do Nordeste ao Rio de Janeiro em novembro de 1945;
- ensinamentos operacionais obtidos pela Marinha durante o conflito.
Revista do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil — A criação da Força Expedicionária Brasileira
Fonte: Revista do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil — sistema de periódicos da Marinha do Brasil.
O artigo “A criação da Força Expedicionária Brasileira”, de Giovanni Latfalla, foi uma das principais referências para compreender o processo de criação da Força Expedicionária Brasileira (FEB).
O estudo utiliza pesquisas realizadas no Arquivo Histórico do Exército e aborda o processo de aproximação e planejamento militar entre Brasil e Estados Unidos antes da estruturação da FEB.
A publicação foi especialmente importante para compreender a relação entre os ataques de submarinos do Eixo aos navios brasileiros e a evolução da possibilidade de emprego de tropas brasileiras fora do continente americano.
Referência: Revista do IGHMB, v. 83, n. 113, 2024.
Museu Virtual da Força Expedicionária Brasileira
Fonte: Museu Virtual da FEB — Exército Brasileiro
Foi uma das principais fontes utilizadas para a reconstrução da cronologia da Força Expedicionária Brasileira (FEB).
O acervo foi consultado para informações sobre:
- criação e organização da FEB;
- estrutura da força;
- efetivo;
- embarque dos escalões;
- chegada à Itália;
- primeiros combates;
- campanha da Itália;
- Monte Castello;
- Montese;
- Collecchio e Fornovo di Taro;
- retorno dos expedicionários ao Brasil;
- participação da Marinha do Brasil na escolta dos transportes da FEB.
A linha do tempo de 1944 registra a partida do 1º Escalão da Força Expedicionária Brasileira (FEB) em julho de 1944, a bordo do General Mann, com 5.075 militares, e seu desembarque em Nápoles em 16 de julho de 1944.
Museu Virtual da FEB — A escolta da Força Expedicionária Brasileira
Fonte: Museu Virtual da FEB — Exército Brasileiro
Esta referência foi utilizada especificamente para reconstruir a participação da Marinha do Brasil na escolta dos diferentes escalões da Força Expedicionária Brasileira (FEB) durante a travessia do Atlântico.
Foi importante para identificar os principais deslocamentos, os navios-transporte e os meios navais empregados na proteção dos transportes brasileiros.
Acervo Arquivístico da Marinha do Brasil — Paulo Antônio Telles Bardy
Fonte: Acervo Arquivístico da Marinha do Brasil
O registro biográfico do então Capitão de Corveta Paulo Antônio Telles Bardy foi utilizado para documentar a participação de um oficial da Marinha diretamente relacionada à Força Expedicionária Brasileira (FEB).
O acervo registra que Bardy foi designado, em setembro de 1944, como Oficial de Ligação junto à Força Expedicionária Brasileira (FEB) e acompanhou o segundo escalão até Nápoles a bordo do navio-transporte General M. C. Meigs.
A fonte também foi importante para demonstrar que a participação da Marinha na história da FEB não se limitou aos navios de escolta, envolvendo também oficiais em funções de ligação e coordenação.
Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha — DPHDM
Fonte: Marinha do Brasil — Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha (DPHDM)
Também foram consultados conteúdos institucionais da DPHDM relacionados à participação da Marinha do Brasil na Segunda Guerra Mundial e à preservação da memória histórica do conflito.
A documentação contribuiu para a compreensão da importância das operações de patrulhamento, escolta e proteção do Atlântico Sul no esforço de guerra brasileiro.
Critério editorial
As informações foram confrontadas entre diferentes fontes institucionais sempre que possível, priorizando documentos e publicações oficiais da Marinha do Brasil, do Exército Brasileiro, do Museu Virtual da FEB e de seus respectivos acervos históricos.
Quando existiam informações provenientes de fontes diferentes, foi priorizada a referência institucional mais específica para o fato apresentado.
Também procuramos evitar a transformação de dados históricos complexos em afirmações simplificadas, especialmente nos pontos relacionados à criação da Força Expedicionária Brasileira (FEB), aos escalões expedicionários e à participação da Marinha do Brasil na escolta dos transportes.
As fotografias e documentos históricos utilizados na matéria devem receber crédito individual conforme sua origem, coleção e condições de uso. A relação de fontes desta seção não constitui, por si só, autorização de reprodução de imagens.
Pesquisa e produção
Jhonanta Marcelino
Editor-chefe — Zona de Manobra
Pesquisa histórica, levantamento documental, apuração, organização e redação editorial.
Zona de Manobra
Informação, memória e história sobre a Marinha do Brasil, o Corpo de Fuzileiros Navais, o Poder Marítimo e os assuntos relacionados ao mar e à defesa do Brasil.


Sensacional! Meus parabéns pela visão que teve em relação a Marinha do Brasil, como disse os olhos são apenas para a força terrestre nesse episódio da FEB, conteúdo de altíssimo nível!
Que matéria incrível