A Fragata Jerônimo de Albuquerque (F201), segunda unidade do Programa Fragatas Classe Tamandaré, iniciou uma nova e importante etapa de sua construção. Após deixar as instalações da TKMS Estaleiro Brasil Sul, em Itajaí (SC), o navio entrou na fase de provas de mar, período destinado à avaliação de seu desempenho e de diferentes sistemas antes da entrega à Marinha do Brasil.
A informação foi divulgada pelo CEO da TKMS Brasil, Paulo Alvarenga, que acompanhou o início dessa etapa e destacou que a embarcação será submetida, nos próximos dias, a uma série de avaliações. A saída da F201 do estaleiro ocorreu em 12 de agosto, marcando o início de sua campanha de testes no mar.
Fragata Jerônimo de Albuquerque (F201) começa a ser avaliada no mar
Durante essa primeira fase das provas de mar, a Fragata Jerônimo de Albuquerque será submetida a avaliações relacionadas à navegabilidade, manobrabilidade e desempenho do navio, além de verificações dos sistemas de navegação, comunicação e proteção.
De acordo com a informação divulgada pela TKMS, os testes contam com a participação de uma equipe de engenheiros de comissionamento, em conjunto com a tripulação da Marinha do Brasil.
Essa etapa é fundamental para verificar, em condições reais de operação, o comportamento da plataforma e o funcionamento dos diferentes sistemas instalados a bordo.
A campanha também representa uma mudança importante no processo de construção da F201. O navio deixa progressivamente o ambiente controlado do estaleiro e passa a ser avaliado em condições reais de navegação.
Segunda Fragata Classe Tamandaré
A Fragata Jerônimo de Albuquerque é a segunda das quatro embarcações previstas no Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT), desenvolvido pela Marinha do Brasil em parceria com a SPE Águas Azuis, formada pela TKMS, Embraer Defesa & Segurança e Atech. O programa é gerenciado pela EMGEPRON e tem como objetivo contribuir para a modernização da Esquadra brasileira e o fortalecimento da indústria naval e de defesa nacional.
A construção da F201 começou em 2023, teve o batimento de quilha em junho de 2024 e o navio foi lançado ao mar em agosto de 2025.
O lançamento representou um dos principais marcos da construção da segunda unidade do programa e colocou a F201 em uma nova fase, voltada à instalação, integração e comissionamento dos equipamentos.
Uma fragata de nova geração para a Esquadra
A Classe Tamandaré foi concebida para ampliar as capacidades da Marinha em diferentes áreas de emprego. As novas fragatas são projetadas para atuar em Guerra de Superfície, Guerra Antissubmarino, Defesa Antiaérea e Operações de Interdição Marítima, reunindo sensores, sistemas de combate, armamentos e recursos de guerra eletrônica.
As embarcações possuem aproximadamente 107,2 metros de comprimento e deslocamento de cerca de 3.455 toneladas. Entre os equipamentos previstos para a classe estão radar 3D, radar de navegação, sistemas eletro-ópticos, canhões e sistema de lançamento de torpedos.
A configuração permite que as novas fragatas sejam empregadas como navios-escolta em diferentes cenários, contribuindo para a proteção de outros meios navais, operações de superfície e missões de caráter internacional.
Da construção ao teste do sistema de combate
As provas de mar representam uma etapa anterior a uma fase ainda mais complexa: os testes e a certificação dos sistemas de combate.
A experiência da primeira unidade da classe, a Fragata Tamandaré (F200), ajuda a compreender esse processo. Após os testes de navegação e de diversos sistemas, a F200 passou posteriormente por avaliações específicas de sensores, sistemas de combate e armamentos antes de sua incorporação à Esquadra.
Na F201, portanto, a campanha de provas de mar será fundamental para verificar o desempenho da plataforma e preparar o navio para as etapas seguintes de aceitação e integração operacional.
O significado da F201 para a indústria naval brasileira
A construção da Fragata Jerônimo de Albuquerque também representa um capítulo importante para a indústria naval de defesa brasileira.
Ao lado da F200, F202 e F203, a F201 integra um programa que estabeleceu a construção das quatro fragatas em território nacional. A produção simultânea das unidades no estaleiro de Itajaí demonstra a capacidade da indústria brasileira de participar de um projeto naval de elevada complexidade tecnológica.
O programa também envolve transferência de tecnologia e participação de empresas brasileiras, contribuindo para o desenvolvimento da Base Industrial de Defesa e para a formação de uma cadeia nacional relacionada à construção e manutenção de meios navais.
Próxima etapa da F201
A saída de Itajaí representa, portanto, muito mais do que uma simples movimentação do navio. Para a Fragata Jerônimo de Albuquerque, começa agora uma etapa em que seu desempenho será colocado à prova no ambiente para o qual foi projetada: o mar.
Durante os próximos testes, serão avaliadas características relacionadas à navegação, manobrabilidade, desempenho e funcionamento dos sistemas. Posteriormente, o navio seguirá para outras etapas de testes e aceitação antes de sua entrega à Marinha do Brasil.
A F201 é a segunda das quatro fragatas que formarão uma nova geração de escoltas da Esquadra brasileira. Enquanto ela inicia suas provas de mar, a Cunha Moreira (F202) e a Mariz e Barros (F203) continuam avançando no processo de construção em Itajaí.
O avanço simultâneo das quatro unidades transforma o Programa Fragatas Classe Tamandaré em um dos principais projetos de modernização da Marinha do Brasil e coloca a construção naval militar brasileira diante de uma nova fase.

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Créditos
Fonte: TKMS Brasil / Paulo Alvarenga
Informações complementares: Marinha do Brasil e EMGEPRON
Edição e adaptação: Jhonanta Marcelino — Zona de Manobra

