NPaOc Araguari resgata seis pescadores no Ceará

NPaOc Araguari atua no resgate de seis pescadores após operação conjunta com a FAB

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Depois de sete dias sem contato, seis pescadores foram localizados com vida em uma extensa área marítima ao largo do Ceará. A operação de Busca e Salvamento envolveu a Marinha do Brasil e a Força Aérea Brasileira (FAB), com participação do Serviço de Busca e Salvamento da Marinha (SALVAMAR) Nordeste, do Navio-Patrulha Oceânico (NPaOc) Araguari e de uma aeronave SC-105 Amazonas, do Esquadrão Pelicano.

A embarcação S.E. Pescados, que havia saído para atividade pesqueira em 17 de agosto, perdeu o contato com o responsável pela operação no dia 27. A última posição conhecida estava a aproximadamente 480 quilômetros ao norte de Fortaleza (CE) e 500 quilômetros de São Luís (MA).

A partir do desaparecimento, foram mobilizados meios da Marinha para ampliar as buscas. O SALVAMAR Nordeste solicitou apoio aéreo à FAB, permitindo a integração entre os meios navais e aeronavais empregados na operação.

NPaOc Araguari
Embarcação à deriva a cerca de 480km de Fortaleza Foto: FAB

SALVAMAR Nordeste coordenou a resposta marítima

O Serviço de Busca e Salvamento Marítimo do Nordeste teve papel central na coordenação da operação. A estrutura da Marinha acionou os meios necessários para ampliar a área de busca e, diante da extensão da região onde a embarcação poderia estar, solicitou o apoio da Força Aérea Brasileira.

Participaram das buscas equipes da Capitania dos Portos do Ceará, da Agência da Capitania dos Portos em Camocim, da Estação Radiogoniométrica da Marinha em Natal e o NPaOc Araguari, com apoio do SALVAERO Recife e emprego de aeronave da FAB.

A integração permitiu combinar os recursos disponíveis no mar e no ar em uma operação voltada à localização de uma embarcação que permanecia sem comunicação.

NPaOc Araguari reforçou as buscas no litoral do Ceará

O NPaOc Araguari foi empregado diretamente na operação de busca. O navio desatracou de Natal, no Rio Grande do Norte, para reforçar as ações de localização do pesqueiro.

A atuação do Araguari ocorreu em uma área marítima extensa, na qual a localização precisa da embarcação dependia da combinação de informações disponíveis e da definição das áreas mais prováveis para a realização das buscas.

Para reduzir a área de procura, foram utilizadas ferramentas de projeção capazes de simular a provável região de encontro da embarcação. O resultado foi utilizado no planejamento dos setores atribuídos ao navio da Marinha e à aeronave da FAB.

NPaOc Araguari
Momento do Resgate Foto: Marinha do Brasil

SC-105 Amazonas localizou o pesqueiro

Na madrugada de 3 de setembro, o SC-105 Amazonas, do 2º/10º Grupo de Aviação — Esquadrão Pelicano, decolou para participar da operação.

A aeronave percorreu centenas de quilômetros até a região de buscas, realizando uma parada em Belém (PA) para reabastecimento e substituição da tripulação antes de prosseguir para a área.

Durante a missão, os sistemas de comunicação, sensores e o radar de busca da aeronave contribuíram para a identificação inicial de um contato compatível com a embarcação procurada.

O contato foi posteriormente confirmado visualmente pelos Observadores SAR, militares especializados que integram a tripulação do SC-105 e atuam na identificação de alvos durante missões de Busca e Salvamento.

Após a localização, o avião permaneceu sobre a área para monitorar o pesqueiro e auxiliar na orientação do NPaOc Araguari, que prosseguiu para o local.

SC-105 Amazonas
Aeronave SC-105 Amazonas, do Esquadrão Pelicano, empregada na missão de Busca e Salvamento que localizou seis pescadores no litoral do Ceará. Foto: Sgt Müller/FAB.

NPaOc Araguari encontra seis pescadores em bom estado de saúde

A etapa seguinte ficou a cargo do navio da Marinha.

Após receber a posição da embarcação, o NPaOc Araguari chegou ao pesqueiro S.E. Pescados e realizou a avaliação dos seis tripulantes.

Os pescadores foram encontrados em bom estado de saúde. Segundo as informações divulgadas após o encontro, a embarcação permanecia à deriva em razão de uma avaria no sistema de propulsão.

O Araguari permaneceu nas proximidades da embarcação, prestando o apoio necessário até a chegada de um meio contratado pelo proprietário para realizar o reboque do pesqueiro até seu porto de origem.

Assim, a operação não terminou com a localização aérea do barco. A atuação do meio naval foi fundamental para chegar até a embarcação, verificar as condições dos tripulantes e manter o apoio no local.

O NPaOc AraguariFoto via drone: Suboficial Wallace
O NPaOc Araguari Foto via drone: Suboficial Wallace

Sete dias sem contato e uma última tentativa de pedir socorro

Durante o período em que permaneceram à deriva, os pescadores chegaram a acreditar que poderiam não ser encontrados.

Segundo relato de familiares divulgado após o encontro, os tripulantes queimavam objetos durante a noite na tentativa de chamar a atenção de aeronaves ou outras embarcações que eventualmente passassem pela região.

Na tarde de 3 de setembro, os pescadores perceberam a aproximação da aeronave e utilizaram os sinalizadores disponíveis a bordo para indicar sua posição. O avião que apareceu sobre a área era o SC-105 Amazonas, acionado para reforçar a operação de busca.

A localização permitiu que a informação fosse transmitida ao sistema de coordenação e que o Araguari pudesse prosseguir até o pesqueiro.

Emabracação, foto de arquivo pessoal
Embarcação S.E Pescados Foto: Arquivo pessoal

Uma operação conjunta para salvar vidas no mar

O caso demonstra como funciona uma operação de Busca e Salvamento em uma área marítima de grandes dimensões.

A Marinha, por meio do SALVAMAR Nordeste, coordenou a resposta marítima e empregou seus meios navais e estruturas de apoio. A FAB, acionada para reforçar a busca, empregou uma aeronave especializada em missões SAR, capaz de cobrir grandes áreas e utilizar sensores para localizar uma embarcação em meio ao oceano.

O resultado foi a combinação das capacidades das duas Forças: a aeronave localizou o pesqueiro e o NPaOc Araguari realizou a aproximação e prestou assistência aos seis tripulantes.

Para a Marinha, a ocorrência também evidencia uma de suas atribuições permanentes: a salvaguarda da vida humana no mar. A Força mantém escuta permanente no canal 16 de VHF e disponibiliza o telefone 185 para comunicações de emergências marítimas e fluviais.

Araguari permanece apoiando a embarcação

Com os seis pescadores encontrados e avaliados, a missão entrou em uma nova etapa.

O Araguari permaneceu junto ao S.E. Pescados até que uma embarcação contratada pelo proprietário chegasse para realizar o reboque. Dessa forma, o navio da Marinha continuou garantindo presença e apoio à tripulação enquanto a situação da embarcação era solucionada.

A ocorrência reforça a importância da estrutura brasileira de Busca e Salvamento e da capacidade de empregar diferentes meios para localizar uma embarcação em perigo, mesmo quando ela se encontra centenas de quilômetros distante da costa.

Serviço da operação

InformaçãoDetalhes
EmbarcaçãoS.E. Pescados
Tripulantes6 pescadores
Último contato27 de agosto de 2026
LocalizaçãoAproximadamente 480 km ao norte de Fortaleza
Navio da MarinhaNPaOc Araguari
Aeronave da FABSC-105 Amazonas
Unidade da FAB2º/10º GAV — Esquadrão Pelicano
Coordenação marítimaSALVAMAR Nordeste
Apoio aéreoSALVAERO Recife
Situação dos pescadoresEncontrados vivos e em bom estado de saúde
Situação do pesqueiroÀ deriva por avaria no sistema de propulsão
DesfechoAraguari permaneceu prestando apoio até a chegada do reboque

Créditos

Texto e apuração: Jhonanta Marcelino — Zona de Manobra
Fontes: Marinha do Brasil / Força Aérea Brasileira
Fotos: Marinha do Brasil / FAB, conforme identificação de cada imagem

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