A presença do Navio-Patrulha Oceânico (NPaOc) Amazonas (P-120) movimentou o Porto de Vitória nos dias 5 e 6 de setembro, durante o fim de semana que antecedeu o feriado da Independência do Brasil. Com entrada gratuita, a visitação atraiu um grande número de capixabas, que formaram uma longa fila diante do acesso ao porto para conhecer de perto um dos navios empregados pela Marinha do Brasil em missões de patrulha naval, busca e salvamento e apoio logístico.
Zona de Manobra visita o Amazonas em família
A presença do Zona de Manobra a bordo do Amazonas teve também um significado especial. Aproveitando a oportunidade de ter o navio atracado em Vitória, o fundador e editor-chefe do veículo, Jhonanta Marcelino, realizou a visita acompanhado da esposa e da filha.
Mais do que uma pauta jornalística, a ocasião representou uma oportunidade de vivenciar em família a aproximação entre a Marinha do Brasil e a população capixaba, conhecendo de perto um dos meios navais que atuam no litoral brasileiro e em comissões no Atlântico Sul.
A visita também permitiu observar, além do navio e de seus equipamentos, um pouco da rotina dos militares que fazem parte da tripulação e mantêm a embarcação pronta para diferentes tipos de missão.

Um fim de semana de aproximação entre a Marinha e a população
Durante os dois dias de visitação, o Porto de Vitória recebeu um fluxo intenso de pessoas interessadas em conhecer o navio.
Uma longa fila se formou na área de acesso ao porto, reunindo famílias, crianças, jovens e adultos que aguardavam a oportunidade de subir a bordo. Para muitos visitantes, a ocasião representou uma rara oportunidade de entrar em um navio operacional da Marinha do Brasil.
A visitação ocorreu durante as atividades alusivas à Semana da Pátria, permitindo que a população conhecesse uma embarcação que normalmente é vista navegando ou atracada em instalações portuárias e militares.
A abertura de navios à visitação pública também cumpre um importante papel de aproximação institucional, permitindo que a sociedade conheça melhor os meios empregados pela Marinha e compreenda parte das atividades desenvolvidas por seus militares.

NPaOc Amazonas: um navio preparado para diferentes missões
O NPaOc Amazonas (P-120) é o primeiro dos três navios-patrulha oceânicos da Classe Amazonas incorporados pela Marinha do Brasil.
Construído no Reino Unido, o navio teve sua construção concluída em setembro de 2010 e foi incorporado à Marinha do Brasil em 29 de junho de 2012, em cerimônia realizada no Reino Unido. A Marinha destaca sua capacidade de permanência em áreas afastadas da costa e sua flexibilidade de emprego em diferentes missões.
Com 90,5 metros de comprimento, o Amazonas possui grande autonomia e capacidade para operar com aeronave e embarcações orgânicas, características que ampliam sua capacidade operacional.
Entre suas atribuições estão a patrulha naval, a fiscalização de áreas marítimas, operações de busca e salvamento e missões de apoio logístico.

Do Atlântico Sul ao litoral do Espírito Santo
A passagem do NPaOc Amazonas por Vitória ocorreu após o navio retornar de uma missão de apoio logístico ao Posto Oceanográfico da Ilha da Trindade (POIT).
A própria Marinha do Brasil informou que, em 1º de julho de 2026, o navio estava atracado no Porto de Vitória após regressar dessa comissão quando recebeu a informação de que uma embarcação pesqueira, a aproximadamente 28 quilômetros da costa do Espírito Santo, estava em situação de perigo. O Amazonas foi empregado no resgate de quatro pescadores que estavam à deriva após avarias nos motores da embarcação.
O apoio ao POIT faz parte do histórico operacional do Amazonas. O navio realizou sua primeira comissão de apoio ao posto ainda em dezembro de 2012, poucos meses após sua incorporação à Marinha. Desde então, o meio naval vem sendo empregado em missões destinadas ao transporte de gêneros, combustíveis, equipamentos, materiais e outros suprimentos necessários à manutenção da presença permanente de militares na Ilha da Trindade.
Em uma dessas comissões, realizada em 2020, o Amazonas transportou cerca de 10 toneladas de carga e participou também da substituição de parte da guarnição do POIT. A Marinha destaca que esse apoio logístico é fundamental para garantir a presença permanente de militares brasileiros na ilha e a continuidade das atividades desenvolvidas na região.

Um navio que também já atuou no salvamento de capixabas
A relação do Amazonas com o Espírito Santo ganhou um capítulo importante em julho de 2026.
No dia 1º de julho, o navio resgatou quatro pescadores que estavam em situação de perigo no mar, a aproximadamente 28 quilômetros da costa capixaba. Segundo a Marinha, a embarcação pesqueira apresentava avarias nos motores e risco de naufrágio.
Ao chegar à área indicada, o comandante do Amazonas mobilizou a equipe de saúde, que utilizou as embarcações orgânicas do navio para realizar o resgate e prestar os primeiros cuidados aos pescadores.
A operação foi coordenada pelo SALVAMAR SUDESTE, estrutura responsável pelas ações de Busca e Salvamento Marítimo na região, e mostrou na prática uma das capacidades mais importantes de um navio-patrulha oceânico: permanecer em condições de atuar rapidamente em uma emergência marítima.

A bordo do Amazonas
Durante a visitação, o público pôde conhecer diferentes espaços externos da embarcação e observar de perto a estrutura de um navio operacional da Marinha.
Para quem acompanha a atividade naval principalmente por fotografias, vídeos e notícias, caminhar pelo convés, observar os equipamentos e conhecer parte da rotina externa de bordo proporciona uma percepção diferente sobre o tamanho e a complexidade de uma plataforma naval.
A tripulação do NPaOc Amazonas também recebeu muito bem os visitantes, mantendo uma postura atenciosa durante a passagem do público pelo navio.
Para o Zona de Manobra, esse contato foi especialmente importante. O trabalho jornalístico normalmente acontece do lado de fora: acompanhando navios no mar, exercícios, operações e eventos. Estar a bordo permite conhecer melhor os profissionais responsáveis pela operação desses meios e compreender um pouco mais da rotina naval.

Quando um navio de guerra abre suas portas
A visitação do Amazonas em Vitória mostrou que a relação entre a Marinha do Brasil e a sociedade pode ir muito além das solenidades e dos desfiles.
Ao permitir que famílias conheçam um navio por dentro, a Marinha apresenta parte de sua estrutura, sua rotina e suas missões para pessoas que, muitas vezes, nunca tiveram a oportunidade de entrar em uma embarcação militar.
A grande fila formada diante do Porto de Vitória durante o fim de semana mostrou justamente esse interesse. Entre crianças, famílias e admiradores da atividade naval, o Amazonas tornou-se também um ponto de encontro entre a Marinha e a população capixaba durante a Semana da Pátria.
Para o Zona de Manobra, a visita permitiu acompanhar de perto mais um meio naval da Marinha do Brasil, desta vez durante sua passagem pelo Espírito Santo. Com experiência na cobertura de navios, operações e atividades da Força Naval, o veículo registrou aspectos da estrutura e da rotina de bordo, além da interação da tripulação com o público durante a visitação. A cobertura ampliou o registro da presença da Marinha no litoral capixaba e mostrou, por outro ângulo, um dos meios empregados pela Força Naval em diferentes missões.

NPaOc Amazonas em Vitória
| Informação | Detalhe |
|---|---|
| Navio | NPaOc Amazonas (P-120) |
| Classe | Amazonas |
| Comprimento | 90,5 metros |
| Incorporação | 29 de junho de 2012 |
| Principais missões | Patrulha naval, busca e salvamento e apoio logístico |
| Local da visita | Porto de Vitória — Vports |
| Data | 5 e 6 de setembro de 2026 |
| Entrada | Gratuita |
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Créditos
Texto, reportagem e apuração: Jhonanta Marcelino — Zona de Manobra
Fotos: Jhonanta Marcelino — Zona de Manobra
Informações técnicas: Marinha do Brasil / Acervo Arquivístico da Marinha.

