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Operação Atlas Anfíbia 2025: Marinha realiza exercício em Itaoca

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A Operação Atlas Anfíbia 2025 levou ao litoral do Espírito Santo uma concentração de meios navais, aeronavais e de Fuzileiros Navais para um dos exercícios anfíbios de maior complexidade realizados pela Marinha do Brasil. A etapa ocorreu entre 26 de novembro e 6 de dezembro, na área compreendida entre o Rio de Janeiro e Itaoca (ES), com foco na projeção de poder sobre terra em ambiente litorâneo de elevada complexidade.

Em Itaoca, o exercício colocou em prática diferentes capacidades do Poder Naval, integrando navios, aeronaves, tropas anfíbias, veículos blindados e sistemas não tripulados. A atividade teve como um de seus momentos centrais a simulação do desembarque de tropas em uma área litorânea hostil, permitindo avaliar a prontidão operativa e a capacidade expedicionária da Marinha.

Operação Atlas Anfíbia 2025 e o Grupo-Tarefa Dragão

Embora a atividade seja conhecida como Operação Atlas Anfíbia 2025, a documentação oficial da Marinha identifica essa etapa como ATLAS Anfíbia (DRAGÃO). O exercício teve como finalidade preparar e prover três Grupamentos Operativos de Fuzileiros Navais para atuarem como Força de Desembarque do Grupo-Tarefa DRAGÃO, além de desempenharem funções de Força Ribeirinha e Força de Defesa.

Essa relação ajuda a compreender a importância do exercício para o adestramento do Corpo de Fuzileiros Navais. A estrutura empregada permite reunir diferentes componentes em uma mesma operação, desde os meios navais responsáveis pelo transporte e apoio até as tropas que realizam as ações em terra.

A área de Itaoca, no município de Itapemirim, foi utilizada como cenário para simular o emprego do conjugado anfíbio em áreas litorâneas de difícil acesso. A escolha do local permitiu reproduzir condições compatíveis com os desafios encontrados em uma operação de desembarque e progressão em terra.

Demonstração das capacidades anfíbias em Itaoca

No dia 1º de dezembro, foi realizada uma demonstração das capacidades empregadas na operação. As tropas executaram técnicas de infiltração, ações de reconhecimento e deslocamentos táticos, culminando no desembarque anfíbio e na simulação da conquista de uma cabeça de praia.

Entre os principais meios empregados estavam os Carros Lagarta Anfíbios (CLAnf), veículos blindados projetados para realizar a transição entre o ambiente marítimo e terrestre. Durante o exercício, os CLAnf participaram do desembarque na praia de Itaoca, acompanhados por outras ações de reconhecimento, progressão terrestre, emprego de drones táticos e apoio de fogo.

A integração desses meios é fundamental para uma operação anfíbia, na qual a Força precisa coordenar diferentes capacidades para transportar, desembarcar e apoiar tropas em terra. O exercício também permite verificar procedimentos, comunicações e coordenação entre os componentes envolvidos.

Presença internacional reforça o intercâmbio

A Operação Atlas Anfíbia 2025 também contou com observadores internacionais. Participaram representantes da Arábia Saudita, Argentina, Camarões, Egito, Espanha, França, Índia e Reino Unido, reforçando o caráter multinacional da atividade e permitindo o intercâmbio de conhecimentos sobre operações anfíbias e capacidades militares.

A presença de militares estrangeiros durante exercícios dessa dimensão contribui para ampliar a troca de experiências e o conhecimento sobre diferentes doutrinas e procedimentos. Para a Marinha do Brasil, esse tipo de interação também permite apresentar a outros países as capacidades desenvolvidas pelo Poder Naval brasileiro.

Meios navais empregados na Operação Atlas Anfíbia 2025

Entre os principais meios navais empregados estiveram o Navio-Aeródromo Multipropósito “Atlântico”, o Navio Doca Multipropósito “Bahia”, o Navio de Desembarque de Carros de Combate “Almirante Saboia”, as Fragatas “Liberal” e “Independência”, além da Corveta “Barroso”.

Também participaram as Embarcações de Desembarque de Carga Geral “Marambaia” e “Camboriú”, além das Embarcações de Desembarque de Veículos e Material “Cagarras” e “Cataguazes”. A composição demonstra a diversidade de meios necessária para apoiar uma operação anfíbia de grande porte.

Operação Atlas Anfíbia 2025
Operação Atlas Anfíbia 2025 Foto: Marinha do Brasil

Aeronaves e sistemas não tripulados

O componente aeronaval também teve participação importante. Foram empregados helicópteros UH-12 “Esquilo”, AH-15B e UH-15 “Super Cougar”, SH-16 “Seahawk” e AH-11B “Super Lynx”, além da aeronave de asa fixa AF-1 e do sistema aéreo remotamente pilotado RQ-1 ScanEagle.

A utilização integrada de aeronaves tripuladas e sistemas remotamente pilotados amplia as possibilidades de reconhecimento, vigilância, apoio e coordenação durante as diferentes fases da operação. A participação do Esquadrão de Helicópteros de Esclarecimento e Ataque, por exemplo, incluiu missões de esclarecimento e ataque, qualificação de pouso a bordo e outras atividades voltadas ao aprimoramento da interoperabilidade.

Operação Atlas Anfíbia 2025 Foto: Marinha do Brasil
Operação Atlas Anfíbia 2025 Foto: Marinha do Brasil

Prontidão e capacidade expedicionária

A Operação Atlas Anfíbia 2025 teve como um de seus principais objetivos manter elevado o nível de prontidão da Esquadra e da Força de Fuzileiros da Esquadra. O exercício permite colocar em prática conhecimentos e procedimentos relacionados às operações anfíbias e avaliar a capacidade de emprego integrado dos meios navais, aeronavais e de Fuzileiros Navais.

Mais do que uma demonstração de equipamentos, a atividade representa um importante exercício de integração. Navios, aeronaves, tropas, blindados e sistemas não tripulados precisam atuar de maneira coordenada para que uma operação anfíbia seja executada de forma eficiente.

O cenário de Itaoca permitiu justamente testar essa integração em um ambiente litorâneo de elevada complexidade, reforçando a capacidade expedicionária do Corpo de Fuzileiros Navais e a prontidão da Marinha do Brasil.

Meios empregados na Operação Atlas Anfíbia 2025

Navios

  • Navio-Aeródromo Multipropósito “Atlântico”
  • Navio Doca Multipropósito “Bahia”
  • Navio de Desembarque de Carros de Combate “Almirante Saboia”
  • Fragata “Liberal”
  • Fragata “Independência”
  • Corveta “Barroso”
  • Embarcação de Desembarque de Carga Geral “Marambaia”
  • Embarcação de Desembarque de Carga Geral “Camboriú”
  • Embarcações de Desembarque de Veículos e Material “Cagarras” e “Cataguazes”

Aeronaves

  • UH-12 “Esquilo”
  • AH-15B e UH-15 “Super Cougar”
  • SH-16 “Seahawk”
  • AH-11B “Super Lynx”
  • AF-1
  • RQ-1 ScanEagle

Viaturas e sistemas

  • Carros Lagarta Anfíbio (CLAnf)
  • Veículo de Superfície Não Tripulado (VSNT)

Assista aos vídeos:

Canal Oficial Zona de Manobra

Leia também: Força de Fuzileiros da Esquadra celebra 69 anos com cerimônia militar na Ilha do Governador.

Veja mais imagens da Operação

Operação Atlas Anfíbia 2025 Foto: Marinha do Brasil
Operação Atlas Anfíbia 2025 Foto: Marinha do Brasil
Operação Atlas Anfíbia 2025 Foto: Marinha do Brasil
Operação Atlas Anfíbia 2025 Foto: Marinha do Brasil
Operação Atlas Anfíbia 2025 Foto: Marinha do Brasil
Operação Atlas Anfíbia 2025 Foto: Marinha do Brasil

Créditos

Fonte: Comando da Força de Fuzileiros da Esquadra / Assessoria de Comunicação Social.

Adaptação, edição e complementação: Jhonanta Marcelino – Zona de Manobra.

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