A Marinha do Brasil (MB) realizou, na quinta-feira (18), a ativação da Força de Resposta Imediata a Desastres Ambientais (FRIDA). A solenidade ocorreu nas instalações da Força de Fuzileiros da Esquadra (FFE), em Duque de Caxias (RJ). A estrutura permanecerá em estado de prontidão até o mês de março, período que historicamente registra maior incidência de chuvas intensas, enchentes e deslizamentos em diversas regiões do país.
Criada para atuar de forma rápida, integrada e coordenada, a FRIDA reforça a capacidade de resposta do Estado brasileiro em situações de calamidade pública. A Força tem como missão apoiar os órgãos de Defesa Civil na proteção da população, na preservação de vidas e na redução dos impactos causados por eventos climáticos extremos.
Prontidão permanente para apoiar a população
Segundo o Comandante da FRIDA, Capitão de Mar e Guerra (Fuzileiro Naval) Leonel Mariano, a ativação da Força evidencia duas características que definem o Corpo de Fuzileiros Navais: a prontidão operacional e a capacidade expedicionária. De acordo com o oficial, essas capacidades permitem que a Marinha responda rapidamente às situações de emergência em qualquer região do país.
Essa estrutura permite o emprego imediato de tropas com autonomia logística, possibilitando apoio efetivo às áreas atingidas por emergências climáticas.
Capitão de Mar e Guerra (Fuzileiro Naval) Leonel Mariano, Comandante da FRIDA


Atuação integrada fortalece a resposta a desastres
A FRIDA atua de forma integrada ao Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil (SINPDEC), cooperando com ações coordenadas pelos governos federal, estadual e municipal, de acordo com a complexidade e a evolução de cada ocorrência. Essa atuação interagências contribui para ampliar a agilidade da resposta, otimizar recursos e integrar as capacidades disponíveis para o atendimento à população.
O projeto-piloto da Força foi apresentado publicamente em novembro, durante o Seminário Internacional de Operações Humanitárias e Resposta a Desastres, promovido pela Marinha do Brasil em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Desde os deslizamentos registrados em Nova Friburgo (RJ), em 2011, o Corpo de Fuzileiros Navais mantém tropas em regime de prontidão durante o período de verão. Ao longo dos anos, a Marinha do Brasil acumulou experiência em operações de apoio humanitário, atuando em ocorrências de grande impacto, como as registradas em Petrópolis (RJ), São Sebastião (SP) e, mais recentemente, nas enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul.
Estrutura reúne meios terrestres, anfíbios e hospital de campanha
A FRIDA é composta por militares do Corpo de Fuzileiros Navais especialmente capacitados para atuar em áreas alagadas, regiões de difícil acesso e locais com infraestrutura comprometida. Para cumprir suas missões, a Força dispõe de uma ampla variedade de meios operativos, entre eles viaturas blindadas sobre rodas e sobre lagartas, viaturas anfíbias, embarcações de emprego litorâneo, Hospital de Campanha (HCamp), equipamentos de engenharia, sistemas de comunicações e estruturas móveis de apoio logístico.
Esses recursos permitem à FRIDA executar missões de busca e resgate, evacuação de vítimas, apoio logístico e humanitário, transporte de suprimentos e restabelecimento de acessos, garantindo uma resposta rápida e eficiente diante da evolução de cada cenário de desastre.
“Ela assegura uma resposta imediata em operações humanitárias e no apoio à Defesa Civil em qualquer região do território nacional.”
Vice-Almirante (Fuzileiro Naval) Pedro Luiz Gueiros Taulois, Comandante da Força de Fuzileiros da Esquadra (ComFFE)
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Créditos
Pesquisa, apuração, organização e redação:
Jhonanta Marcelino
Editor-chefe — Zona de Manobra
Fonte das informações:
Agência Marinha de Notícias — Marinha do Brasil
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