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Helicóptero Multimissão: Marinha participa de estudo para futura aeronave conjunta das Forças Armadas

Marinha do Brasil Tecnologia Militar

Grupo de Trabalho criado pelo Ministério da Defesa vai formular o conceito de emprego de uma futura plataforma multimissão; modelo, quantidade e fabricante ainda não foram divulgados

Um futuro Helicóptero Multimissão para emprego conjunto das Forças Armadas brasileiras ainda não tem modelo definido, mas o processo para estabelecer quais capacidades essa aeronave deverá oferecer já começou.

Por meio da Portaria EMCFA-MD nº 4.249, de 17 de agosto de 2026, publicada no Diário Oficial da União em 19 de agosto, o Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas instituiu um Grupo de Trabalho com a finalidade de formular a proposta de Conceito de Operações Conjunto (CONOPS MD) para o Helicóptero Multimissão.

O grupo será composto por representantes da Chefia de Operações Conjuntas do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Comando da Marinha, Comando do Exército e Comando da Aeronáutica.

Helicóptero Multimissão
As três Forças Armadas participam da construção do conceito para uma futura aeronave multimissão de emprego conjunto.

O que o Ministério da Defesa está estudando?

O objetivo inicial não é escolher uma aeronave.

O grupo deverá elaborar uma proposta de Conceito de Operações Conjunto (CONOPS MD) para orientar o emprego de uma futura plataforma de Helicóptero Multimissão pelas Forças Armadas.

A diferença é importante.

Antes de definir fabricante ou modelo, é necessário estabelecer quais capacidades a aeronave deverá entregar, quais missões poderá cumprir e quais necessidades são comuns às três Forças.

A própria portaria determina que o grupo poderá coordenar medidas entre os órgãos envolvidos no processo de obtenção conjunta do Helicóptero Multimissão.

Após a designação de seus integrantes, o Grupo de Trabalho terá 20 dias para concluir suas atividades, conforme estabelecido na portaria.

A Marinha está dentro do projeto

A participação do Comando da Marinha permite que as necessidades específicas do ambiente naval sejam consideradas na elaboração desse conceito conjunto.

Para uma força que opera a partir de navios, bases e diferentes regiões do território brasileiro, uma plataforma multimissão pode atender a diferentes demandas — mas o documento publicado não detalha quais requisitos específicos serão exigidos pela Marinha.

Por isso, neste momento, não é possível afirmar oficialmente se a futura aeronave será destinada a determinada missão, unidade ou navio.

O que está confirmado é a participação da Marinha no processo de definição da futura capacidade.

Qual helicóptero será escolhido?

Essa resposta ainda não existe oficialmente.

A Portaria EMCFA-MD nº 4.249/2026 não apresenta fabricante, modelo, quantidade de aeronaves, configuração ou valor para uma eventual aquisição.

No entanto, há rumores não oficiais circulando na internet de que o H145M, da Airbus, seria o modelo mais provável de escolha para uma futura aquisição de helicópteros multimissão pelas Forças Armadas brasileiras.

Mas é importante separar possibilidade de mercado de decisão oficial.

Até o momento, não há confirmação do Ministério da Defesa de que o H145M tenha sido escolhido, nem de que seja o único modelo considerado. A portaria também não cita qualquer fabricante ou aeronave específica.

A definição dependerá dos requisitos que estão justamente começando a ser estudados pelo novo Grupo de Trabalho.

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H145M, da Airbus, é citado como possível opção para o futuro programa de Helicóptero Multimissão. Foto: Helibras

Por que fazer um projeto conjunto?

A criação do CONOPS busca permitir que as três Forças discutam uma capacidade a partir de necessidades comuns, em vez de desenvolver requisitos completamente separados para cada Comando.

Na prática, o conceito deverá ajudar a estabelecer como a futura aeronave será empregada dentro de uma lógica conjunta e quais capacidades serão necessárias para atender às diferentes demandas militares.

É também nesse contexto que aparece a possibilidade de uma futura obtenção conjunta.

Mas isso não significa que exista, neste momento, um contrato de compra assinado.

O processo ainda está na etapa de definição conceitual.

O que sabemos e o que ainda não sabemos

Até agora, a documentação oficial permite afirmar que:

PontoO que está confirmado
Grupo de TrabalhoO Ministério da Defesa criou um Grupo de Trabalho para o Helicóptero Multimissão.
CoordenaçãoA Chefia de Operações Conjuntas do EMCFA coordena o grupo.
ParticipaçãoMarinha, Exército e Aeronáutica participam do processo.
CONOPSSerá formulada uma proposta de Conceito de Operações Conjunto (CONOPS MD).
EstudosSerão elaborados estudos para subsidiar a implementação desse conceito.
Obtenção conjuntaO grupo poderá coordenar medidas relacionadas ao processo de obtenção conjunta do Helicóptero Multimissão.
PrazoO Grupo de Trabalho terá 20 dias para concluir suas atividades, contados da publicação do ato de designação de seus integrantes.

    Por outro lado, ainda não foram divulgados oficialmente:

    • qual será o modelo da aeronave;
    • qual fabricante será escolhido;
    • quantas aeronaves poderão ser obtidas;
    • qual será a configuração da plataforma;
    • qual será o valor de uma eventual aquisição;
    • qual será o cronograma de aquisição.

    Além disso, a própria portaria estabelece que os assuntos tratados pelo grupo, enquanto preparatórios de atos administrativos ou normativos, terão acesso restrito aos integrantes e aos agentes públicos envolvidos nas atividades técnicas. A divulgação de estudos em andamento depende de autorização do coordenador.

    O próximo passo

    O que começou agora não é simplesmente uma disputa entre fabricantes de helicópteros.

    É a tentativa de responder primeiro a uma pergunta fundamental:

    Que tipo de helicóptero as Forças Armadas brasileiras precisam para operar de forma conjunta?

    Somente depois dessa definição será possível avaliar quais aeronaves conseguem atender aos requisitos estabelecidos.

    Por enquanto, o que existe oficialmente é o início dos estudos.

    O helicóptero ainda é uma incógnita. O que já está definido é que Marinha, Exército e Aeronáutica vão trabalhar juntas para estabelecer qual capacidade essa futura aeronave deverá entregar.

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    Créditos

    Texto e adaptação: Jhonanta Marcelino — Zona de Manobra
    Fonte: Diário Oficial da União — Portaria EMCFA-MD nº 4.249/2026

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