Drones no Corpo de Fuzileiros Navais são empregados de forma inédita pelo CIASC durante o C-ApA-CFN/2026, ampliando a consciência situacional e o ISR

CIASC emprega drones no Corpo de Fuzileiros Navais durante formação de Oficiais

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Emprego de aeronaves remotamente pilotadas ampliou a consciência situacional e as capacidades de Inteligência, Reconhecimento e Vigilância durante exercício no terreno do C-ApA-CFN/2026

O emprego de drones no Corpo de Fuzileiros Navais ganhou espaço na formação avançada de Oficiais Fuzileiros Navais. De forma inédita no contexto do Curso de Aperfeiçoamento Avançado de Oficiais do Corpo de Fuzileiros Navais (C-ApA-CFN), o Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo (CIASC) empregou drones durante um exercício no terreno realizado como parte da formação dos oficiais-alunos.

A atividade integrou a fase inicial do C-ApA-CFN/2026 e ocorreu entre os dias 16 e 27 de junho, durante o último Exercício no Terreno (ET) dessa etapa do curso. Segundo o CIASC, a atividade marcou a conclusão das ações de planejamento militar não avaliadas previstas para essa fase.

Drones ampliam a consciência situacional

Durante o exercício, os oficiais-alunos empregaram drones como ferramentas para ampliar a consciência situacional, demonstrando a aplicação de drones no Corpo de Fuzileiros Navais durante atividades de formação e possibilitando uma análise mais detalhada do terreno.

De acordo com o CIASC, a utilização dos vetores potencializou as capacidades de Inteligência, Reconhecimento e Vigilância (ISR) em tempo real.

A incorporação dos drones ao exercício acrescentou uma nova capacidade de observação ao treinamento, permitindo aos oficiais-alunos utilizar os sistemas remotamente pilotados como parte das atividades relacionadas ao planejamento militar.

O emprego da tecnologia também aproxima a formação dos oficiais das características dos conflitos contemporâneos, nos quais sistemas não tripulados vêm ganhando espaço em diferentes funções operacionais.

drones no Corpo de Fuzileiros Navais
Oficiais-alunos do C-ApA-CFN/2026 empregam drones durante Exercício no Terreno, ampliando as capacidades de Inteligência, Reconhecimento e Vigilância (ISR) na formação avançada do Corpo de Fuzileiros Navais. Foto: Marinha do Brasil/CIASC.

Tecnologia aplicada à Guerra de Manobra

Para o CIASC, o emprego dos drones representa um destaque tanto doutrinário quanto tecnológico dentro da formação.

A atividade está relacionada à Guerra de Manobra, conceito que integra um dos eixos estruturantes do Corpo de Fuzileiros Navais.

Nesse contexto, os drones no Corpo de Fuzileiros Navais ampliam as possibilidades de obtenção de informações sobre o ambiente e contribuem para o desenvolvimento da consciência situacional necessária ao planejamento das operações.

A experiência também demonstra como novas tecnologias podem ser incorporadas aos processos de formação e adestramento dos oficiais que atuarão em funções de planejamento e Estado-Maior.

Do ambiente terrestre às operações anfíbias

O exercício marcou a conclusão do ciclo inicial do C-ApA-CFN/2026.

Segundo o CIASC, essa etapa teve início em Seropédica (RJ), com foco em Operações Terrestres, e foi posteriormente consolidada em Macaé (RJ), onde os oficiais-alunos realizaram o adestramento relacionado às Operações Anfíbias.

Com a conclusão dessa fase, o curso avançou para uma nova etapa, na qual os próprios oficiais-alunos passaram a assumir o protagonismo no planejamento, por meio da realização dos trabalhos de Estado-Maior avaliados.

A utilização dos drones nesse contexto ocorre, portanto, dentro de uma formação voltada ao desenvolvimento das capacidades necessárias para o planejamento e a condução de operações do Corpo de Fuzileiros Navais, reforçando a aplicação de drones no Corpo de Fuzileiros Navais durante o processo de formação e adestramento.

ISR ganha espaço no treinamento dos Fuzileiros Navais

O emprego de drones no C-ApA-CFN/2026 também evidencia a importância das capacidades de Inteligência, Reconhecimento e Vigilância (ISR) no ambiente operacional.

Ao utilizar uma aeronave remotamente pilotada para ampliar a observação do terreno, os oficiais-alunos tiveram contato com uma ferramenta capaz de fornecer informações adicionais para a compreensão do ambiente em que uma operação é planejada e executada.

Para uma força cuja atuação envolve diferentes ambientes operacionais, incluindo operações terrestres e anfíbias, a capacidade de ampliar a consciência situacional representa um componente relevante do processo de planejamento.

Uma experiência que une tecnologia e doutrina

Mais do que a utilização de drones em um exercício de campo, a iniciativa do CIASC chama atenção pela incorporação desses sistemas ao processo de formação avançada dos Oficiais Fuzileiros Navais.

O emprego inédito dos vetores no C-ApA-CFN/2026 demonstra a aproximação entre tecnologia e doutrina, levando sistemas remotamente pilotados para uma atividade diretamente relacionada ao planejamento militar.

A experiência realizada durante o último Exercício no Terreno da fase inicial do curso também reforça a importância da adaptação da formação militar às novas ferramentas disponíveis no campo operacional.

Para o Corpo de Fuzileiros Navais, a incorporação dessas capacidades ao treinamento de seus oficiais representa mais um elemento na preparação de profissionais que, posteriormente, poderão atuar em funções de planejamento e Estado-Maior.

Tecnologia e formação caminham juntas

O emprego de drones no Corpo de Fuzileiros Navais durante o C-ApA-CFN/2026 representa, portanto, mais do que a utilização de uma nova ferramenta em um exercício de campo.

A experiência conduzida pelo CIASC demonstra a aproximação entre formação militar, tecnologia e doutrina, levando sistemas remotamente pilotados para uma atividade diretamente relacionada ao planejamento das operações.

Com o encerramento da fase inicial, o curso avançou para uma nova etapa de formação, marcada pelo protagonismo dos oficiais-alunos nos trabalhos de planejamento e de Estado-Maior.

O emprego inédito de drones durante o exercício deixa, assim, um registro importante dentro da edição de 2026 do curso: a tecnologia passa a ocupar espaço na formação avançada dos oficiais responsáveis pelo planejamento das operações dos Fuzileiros Navais.

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CRÉDITOS

Texto e adaptação: Jhonanta Marcelino – Zona de Manobra
Fonte: Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo (CIASC) – Marinha do Brasil

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