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SMACE é demonstrado durante a Operação Formosa 2026

Fuzileiros Navais Marinha do Brasil Tecnologia e Defesa Tecnologia Militar

Sistema de Mísseis Anticarro Expedicionário reúne viatura 4×4, míssil MAX 1.2 AC e drones em uma solução voltada ao Corpo de Fuzileiros Navais

O SMACE (Sistema de Mísseis Anticarro Expedicionário) foi demonstrado durante a Operação Formosa 2026, exercício anual do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) da Marinha do Brasil. A apresentação ocorreu na Exposição de Defesa Expedicionária, realizada na região conhecida como Pedra de Fogo, em Formosa (GO), durante a edição deste ano do exercício.

A demonstração foi divulgada pela EDGE, que destacou a participação de suas empresas SIATT e Condor. Segundo a empresa, o SMACE foi desenvolvido sob medida para o Corpo de Fuzileiros Navais e integra o míssil MAX 1.2, sistemas não tripulados e uma arquitetura em rede.

SMACE combina viatura, míssil e drones

O SMACE foi concebido como uma solução integrada de defesa anticarro. O sistema utiliza a viatura GM Defense ISV-U, uma plataforma 4×4 de alta mobilidade equipada com proteção balística leve.

Como armamento principal, o SMACE integra o míssil anticarro guiado MSS 1.2 MAX, também identificado na divulgação da indústria como MAX 1.2 AC, desenvolvido pela brasileira SIATT. A documentação do próprio Corpo de Fuzileiros Navais registra o MSS 1.2 MAX como a base do desenvolvimento do sistema.

A proposta do SMACE surgiu justamente da necessidade de ampliar a mobilidade e a consciência situacional dos meios anticarro empregados pelos Fuzileiros Navais. Estudos conduzidos pelo Comando do Material de Fuzileiros Navais identificaram a possibilidade de agregar essas capacidades ao MSS 1.2 MAX, criando uma solução mais flexível para diferentes tipos de operações.

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Apresentação do SMACE (Sistema de Mísseis Anticarro Expedicionário) durante a Operação Formosa 2026. Foto: EDGE.

Drones ampliam a consciência situacional

Outro componente do SMACE é a integração de sistemas não tripulados à viatura.

Segundo as informações divulgadas sobre a solução, o veículo pode operar com drones destinados a missões de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (ISR), além de funções relacionadas ao ataque contra alvos terrestres.

Essa integração amplia as possibilidades de emprego do sistema, permitindo associar a mobilidade da plataforma terrestre à obtenção de informações por meios remotamente pilotados.

A utilização de sistemas não tripulados também está alinhada ao processo de modernização do Corpo de Fuzileiros Navais. O CGCFN já destacou a expansão do emprego de drones em atividades de reconhecimento, vigilância e apoio às operações militares.

Viatura 4×4 de alta mobilidade

A plataforma utilizada pelo SMACE é baseada na GM Defense ISV-U, uma viatura 4×4 de alta mobilidade.

De acordo com as informações apresentadas por Roberto Caiafa, o veículo possui motor 2.8L Duramax, fabricado em São Paulo, tração nas quatro rodas, proteção balística leve e peso aproximado de 2,2 toneladas. O jornalista também informa que cerca de 70% dos componentes da viatura são fornecidos pela indústria brasileira.

A combinação entre baixo peso, mobilidade e capacidade de transportar o sistema de armas permite ao SMACE operar em ambientes nos quais a mobilidade é um fator importante para as forças expedicionárias.

SMACE foi projetado para operações anfíbias e litorâneas

O SMACE foi projetado para emprego em operações anfíbias e litorâneas, com capacidade declarada para atuar contra veículos blindados e embarcações leves em terrenos complexos.

A solução também responde a uma necessidade identificada pelo próprio Corpo de Fuzileiros Navais durante os estudos para evolução de seus meios anticarro: ampliar a capacidade de emprego do MSS 1.2 MAX para além de posições fixas, incorporando mobilidade e maior consciência situacional.

Nesse contexto, o SMACE combina uma plataforma terrestre de alta mobilidade, armamento anticarro e sistemas não tripulados em uma única solução voltada às características de uma força anfíbia e expedicionária.

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Apresentação do SMACE (Sistema de Mísseis Anticarro Expedicionário) durante a Operação Formosa 2026. Foto: EDGE.

Sistema é apresentado na Operação Formosa 2026

A apresentação do SMACE ocorreu dentro da Exposição de Defesa Expedicionária, novidade incorporada à Operação Formosa 2026 para apresentar sistemas de armas, equipamentos e tecnologias relacionados às capacidades do Corpo de Fuzileiros Navais.

O sistema esteve entre as soluções apresentadas durante a exposição, ao lado de outros equipamentos da Base Industrial de Defesa.

A demonstração permitiu visualizar a configuração do SMACE, reunindo a viatura ISV-U, o míssil MAX 1.2 AC e os sistemas não tripulados integrados à plataforma.

Tecnologia nacional aplicada à capacidade anticarro

O SMACE representa uma evolução da capacidade anticarro do Corpo de Fuzileiros Navais a partir de um armamento já existente no acervo da Força.

Segundo documento técnico do CGCFN, o processo de desenvolvimento buscou agregar mobilidade e ampliação da consciência situacional ao MSS 1.2 MAX, incorporando conhecimentos de diferentes áreas, incluindo armamento anticarro, viaturas, aeronaves remotamente pilotadas, telecomunicações, engenharia de armamento, manutenção e doutrina.

A configuração apresentada em Formosa mostra justamente essa integração entre diferentes tecnologias em uma única solução.

SMACE amplia a integração entre mobilidade, sensores e armamento

A demonstração realizada durante a Operação Formosa 2026 mostra o SMACE em uma configuração que combina mobilidade terrestre, capacidade anticarro e sistemas não tripulados.

Com a integração do MAX 1.2 AC, da viatura GM Defense ISV-U e dos drones empregados para ISR e outras funções, o sistema representa uma solução desenvolvida especificamente para as necessidades operacionais do Corpo de Fuzileiros Navais.

A apresentação em Formosa também colocou em evidência a participação da indústria brasileira no desenvolvimento de tecnologias destinadas às Forças Armadas, com a SIATT, integrante do Grupo EDGE, responsável pelo desenvolvimento do sistema de armas.

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Créditos

Texto e adaptação: Jhonanta Marcelino – Zona de Manobra
Fontes: EDGE Group; Marinha do Brasil/CGCFN; Roberto Caiafa

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