NDM Oiapoque (G350) já ostenta sua identificação brasileira no casco durante o processo de preparação no Reino Unido.

NDM Oiapoque já ostenta o G350 e avança para transferência à Marinha

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Novas imagens mostram o futuro navio da Marinha do Brasil já identificado como G350 no Reino Unido; governo britânico confirmou oficialmente a transferência

Novas imagens do NDM Oiapoque (G350), registradas no Reino Unido pela Gemzies Photography, mostram o futuro navio da Marinha do Brasil já ostentando sua identificação brasileira no casco durante a fase de preparação para a transferência.

O registro ocorre poucos dias depois de o Ministério da Defesa do Reino Unido confirmar oficialmente, em 28 de agosto, que o navio será transferido para a Marinha do Brasil.

A confirmação britânica representa mais um passo no processo de transferência do meio, que permanece em preparação em Devonport antes de seguir para o serviço brasileiro.

G350 já ostenta a identificação brasileira

As novas imagens registradas pela Gemzies Photography mostram um detalhe que chama atenção no processo de transferência do futuro navio da Marinha do Brasil: o G350 Oiapoque já aparece com sua identificação brasileira no casco, em Devonport, no Reino Unido.

A marcação representa uma etapa visível da preparação do navio para sua futura operação sob a Marinha do Brasil e reforça que o processo de transferência já está sendo acompanhado também por mudanças na identificação externa do meio.

O registro é particularmente relevante porque mostra o Oiapoque em sua configuração atual, permitindo acompanhar a evolução do navio enquanto permanecem no Reino Unido as atividades relacionadas à preparação para sua transferência.

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NDM Oiapoque (G350) já ostenta sua identificação brasileira no casco durante o processo de preparação no Reino Unido. Foto: Gemzies Photography

Reino Unido confirma oficialmente a transferência

Em comunicado divulgado em 28 de agosto, o Ministério da Defesa britânico confirmou que o navio seguirá para a Marinha do Brasil após mais de duas décadas de serviço na Royal Navy. O governo britânico destacou que o meio participou de operações anfíbias, exercícios multinacionais e missões de assistência humanitária.

Para o Brasil, entretanto, o ponto central é outro: o processo de transferência do G350 avança enquanto a Marinha prepara pessoal e estrutura para receber o novo meio.

O NDM Oiapoque (G350) durante os preparativos para sua transferência à Marinha do Brasil.
O NDM Oiapoque (G350) durante os preparativos para sua transferência à Marinha do Brasil.
Foto: Gemzies Photography

Preparação brasileira acontece antes da chegada

A Marinha do Brasil já vem mantendo militares no Reino Unido para acompanhar o processo de recebimento e adquirir os conhecimentos necessários à operação do navio.

Uma portaria do Comando-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais designou militares para integrar o Grupo de Recebimento Charlie do NDM Oiapoque, na Base Naval de Devonport, em Plymouth. O documento estabelece que esses militares permaneçam no navio após a missão por período mínimo de dois anos, com o objetivo de aplicar e disseminar os conhecimentos adquiridos.

Esse processo mostra que a preparação para a chegada do Oiapoque não envolve apenas o navio.

Existe também uma etapa de transferência de conhecimento e capacitação de pessoal, fundamental para que a Marinha possa absorver uma nova plataforma e suas capacidades.

O NDM Oiapoque (G350) durante os preparativos para sua transferência à Marinha do Brasil.
O NDM Oiapoque (G350) durante os preparativos para sua transferência à Marinha do Brasil.
Foto: Gemzies Photography

Transferência prevista para 2026

A documentação de planejamento da Marinha estabelece que o NDM Oiapoque deverá ser transferido ao Brasil na condição “Ready to Sail”, ou seja, pronto para navegar e operar, até o fim de 2026.

O planejamento da Força também destaca que as capacidades do navio vão além da projeção de força, incluindo emprego em diplomacia naval, resposta a desastres naturais, ajuda humanitária no exterior e apoio às ações do Estado em situações de emergência ou calamidade pública.

Essa característica amplia a importância do G350 para além do emprego estritamente militar.

O navio poderá transportar pessoal e material, operar aeronaves e utilizar embarcações de desembarque, inclusive em locais onde a infraestrutura portuária seja limitada. A Marinha também prevê a possibilidade de instalação de hospitais de campanha e estrutura de planejamento e controle para apoiar operações de emergência.

Um novo passo para a Esquadra

Com o G350 já identificado no casco e a confirmação oficial da transferência pelo Reino Unido, o processo entra em uma etapa cada vez mais concreta.

As imagens da Gemzies Photography registram justamente esse momento: o futuro NDM Oiapoque já aparece visualmente identificado como um meio destinado à Marinha do Brasil, enquanto equipes brasileiras e britânicas avançam nas etapas necessárias para sua transferência.

A próxima grande mudança será a chegada do navio ao Brasil e sua posterior incorporação à Esquadra.

Até lá, o G350 continua no Reino Unido, onde a preparação segue antes de sua nova etapa operacional sob a bandeira brasileira.

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Créditos

Texto e adaptação: Jhonanta Marcelino | Zona de Manobra
Fotos: Gemzies Photography
Fontes: Ministry of Defence — Governo do Reino Unido e Marinha do Brasil

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